Conceito de agonista


Jul 31, 15

O termo agonista é um adjectivo que deriva da língua latina, ainda que as suas raízes etimológicas mais remotas residam no idioma grego. Na área da bioquímica, é considerado agonista o componente que tem a capacidade de aumentar a actividade que realiza outra substância.

Os agonistas funcionam a partir da sua faculdade de acoplamiento a um receptor de tipo celular. Desta forma, conseguem provocar uma determinada acção na célula. Os antagonistas, por sua vez, são os compostos que provocam o contrário: ao unir-se ao receptor, provocam um bloqueio.

Conforme o efeito que provocam, os agonistas podem qualificar-se como parciais ou completos. Por outro lado, segundo a origem, os agonistas são artificiais ou naturais. Também se pode falar de agonistas irreversíveis (a sua adesão ao receptor é permanente e, por conseguinte, produz a sua activação constante) e agonistas inversos (um agonista que se vincula ao mesmo receptor que outro agonista, mas impulsa uma acção que é oposta).

Um exemplo de agonista é o agonista alfa-1, que é qualificado como agonista adrenérgico, uma vez que provoca um efeito igual ou semelhante àquele provocado pela adrenalina. Neste caso, o agonista alfa-1 consegue estimular a actividade de uma enzima chamada fosfolipasa C. Esta molécula (a fosfolipasa C) gera a constrição dos vasos sanguíneos e a dilatação das pupilas.

No campo da anatomia, os músculos agonistas são aqueles que realizam um movimento oposto ao que desenvolve o músculo antagonista. Noutros termos, se o agonista realizar uma contracção, o antagonista procede ao relaxamento.