Conceito de ego




Jul 27, 12 Conceito de ego

O ego é, para a psicologia, a instância psíquica através da qual o indivíduo se reconhece como eu e tem consciência da sua própria identidade. O ego é portanto o ponto de referência dos fenómenos físicos e faz de mediador entre a realidade do mundo exterior, os ideais do “supereu” e os instintos do “id”.

Para a psicanálise freudiana o “id” é composto pelos desejos e pelos impulsos. O “supereu” (superego), em contrapartida, é formado pela moral e pelas regras que um sujeito respeita na sociedade. O “eu” (ego), por último, é o equilíbrio que permite que o homem possa satisfazer as suas necessidades dentro dos parâmetros sociais.

Ainda que algumas correntes rejeitem esta divisão da mente em três pessoas diferenciadas, para Sigmund Freud a personalidade humana é composta tanto pelos elementos conscientes como pelos impulsos inconscientes.

O ego, que evolui com a idade, procura dar cumprimentos aos desejos do “id” de forma realista, conciliando-os com as exigências do “supereu”. O “eu”, por conseguinte, muda com o passar do tempo e de acordo com o mundo externo.

Freud considera que o ego transcende o sentido de si próprio para se converter num sistema de funções psíquicas de defesa, de funcionamento intelectual, de síntese da informação e de memória, entre outras. O “eu” constitui o primeiro passo do próprio reconhecimento para experimentar alegria, castigo ou culpabilidade.

Na linguagem coloquial, por fim, costuma-se fazer referência ao ego como sendo um excesso de auto-estima. Por exemplo: “O ego daquele actor é tão grande que, algum dia, ainda vai chocar contra uma parede”.