Conceito de idílio


Set 27, 12

Do latim idyllĭum, que tem a sua origem num vocábulo grego que significa “poema breve”, o termo idílio permite fazer alusão ao colóquio amoroso e às relações entre namorados (ou pessoas apaixonadas).

Na linguagem quotidiana, por conseguinte, um idílio é um romance que se apresenta como ideal e perfeito aos olhos do parceiro. Por exemplo: “A actriz e o modelo vivem um idílio que os levou a passar uma semana romântica numa ilha paradisíaca nas Caraíbas”, “Acho que o idílio terminou e agora vejo como é o João na realidade”, “Eu e a Mariana temos um idílio que já dura há mais de uma década”.

Costuma-se falar de idílio nos primeiros meses da relação sentimental, quando a etapa de enamoramento (paixão) se encontra no seu esplendor e os apaixonados vivem uma espécie de fascínio. Durante o idílio, a outra pessoa é idealizada e não se lhes reconhecem quaisquer defeitos. Os confrontos e as discussões, nesses momentos, são inexistentes e parece que não existe nenhum conflito. Com o passar do tempo, a relação sentimental aproxima-se da realidade: reconhecem-se os defeitos do outro, mas aceitam-se sem comprometer a relação nem impedir a convivência.

No âmbito de literatura, por outro lado, o idílio é um subgénero da poesia lírica grega que faz parte da bucólica. Trata-se de poemas dialogados de temas amorosos, com situações que se desenrolam num ambiente agradável e cujos protagonistas costumam ser pastores ou campesinos.

Uma análise técnica mostra que o idílio é escrito em dialecto dórico e em hexâmetro dactílico. Este subgénero incidiu no desenvolvimento da égloga e do romance pastoril.