Conceito de mito


Jun 13, 11

Do grego mythos (“conto”), um mito remete para um relato de feitos maravilhosos cujos protagonistas são personagens sobrenaturais (deuses, monstros) ou extraordinários (heróis).

Diz-se que os mitos fazem parte do sistema religioso de uma cultura, que os considera como histórias verdadeiras. Têm a função de proporcionar um apoio narrativo às crenças centrais de uma comunidade.

O antropólogo Claude Lévi-Strauss ainda acrescenta que todo o mito deve obedecer a três atributos: tratar de uma questão existencial, ser constituído por contrários irreconciliáveis e proporcionar a reconciliação desses polos para acabar com a angústia.

Originalmente, o mito é um relato oral. Com o passar do tempo, os seus detalhes vão variando à medida que vão sendo transmitidos os conhecimentos de geração em geração. Uma vez que as sociedades desenvolveram a escrita, o mito foi reelaborado em termos literários, daí a diversidade das suas versões e variantes.

Quando, na antiguidade, as explicações científicas começaram a competir com as míticas, o termo mito adquiriu um contexto pejorativo, passando a ser utilizado como sinónimo de uma crença ampliada embora falsa ou de uma patranha.

Por outro lado, o conceito de mito também costuma ser usado para fazer referência a personagens ou acontecimentos históricos, enquanto adjectivo. Por exemplo: “Eusébio é uma figura mítica do futebol”.

Os especialistas fizeram a distinção entre várias classes de mitos, como é o caso dos cosmogónicos (que procuram explicar a criação e o ordenamento do mundo), dos teogónicos (relatam a origem e o nascimento dos deuses), dos antropogónicos (narram a criação do homem) e dos fundadores (nascimento das cidades), entre outros.