Conceito de necrose


Abr 10, 13

Do latim necrōsis, que, por sua vez, deriva de um vocábulo grego, a necrose é a degeneração de um tecido pela morte das suas células. Esta mortalidade resulta da acção de um agente nocivo que provoca uma lesão irreparável.

A necrose pode produzir-se por um traumatismo, uma isquemia (quando o aporte de sangue ao tecido não é suficiente), pela acção de uma substância química ou tóxica, por uma infecção ou uma certa doença. É importante ter em conta que, uma vez instalada a necrose, esta é irreversível.

As células têm uma grande capacidade de adaptação. Perante um estímulo, podem sofrer diversas alterações: atrofia (a diminuição do tamanho do órgão), hipertrofia (o aumento do tamanho do órgão), metaplasia (a mudança de um tecido por outro) ou hiperplasia (um aumento no número de células do órgão).

Quando os mecanismos de adaptação não são suficientes, a célula morre, seja por necrose ou por apoptose (a célula perde a sua ancoragem, reduz o seu citoplasma e fragmenta o seu material genético).

Existem diferentes tipos de necrose em função da lesão, como a necrose coagulativa (provocada por uma isquemia), a necrose gordurosa, a necrose gangrenosa e a necrose com liquefacção, entre outras.

Quando a necrose afecta uma área considerável do organismo, fala-se de gangrena. Nestes casos, a decomposição dos tecidos orgânicos tende a afectar as extremidades e, nos casos mais extremos, requer a amputação do membro afectado.

A gangrena pode ser seca (por falta de circulação), húmida (por uma infecção bacteriana) ou gasosa (quando se desprende um forte odor do tecido afectado).