Conceito de papiro




Abr 05, 14 Conceito de papiro

Papiro é uma planta da família das ciperáceas que apresenta folhas grandes e muito estreitas e canas de mais de dois metros de altura que terminam num penacho de espigas com flores pequenas e verdejantes. Esta planta, cujo nome científico é Cyperus papyrus, cresce na zona do rio Nilo no Egipto e em diversos lugares da bacia mediterrânea.

Por hábito, o papiro é reproduzido através dos seus rizomas. Destes, em certos momentos, brotam novos troncos. As sementes transportadas pelo vento também podem favorecer a multiplicação, ao passo que algumas espécies de papiro se podem reproduzir por estacas.

Do talo do papiro pode-se obter uma lâmina que, outrora, era utilizada para escrever nela, à semelhança do papel. Essa lâmina e o manuscrito criado sobre a sua superfície também recebem o nome de papiro.

O papiro, por conseguinte, é um suporte de escrita. A sua utilização era habitual no Antigo Egipto, principalmente nos povos da bacia oriental do mar Mediterrâneo. Com a queda da antiga cultura egípcia, o papiro perdeu terreno relativamente ao pergaminho. No século XI, começou a ficar em desuso e, hoje, só se conservam os antigos papiros pelo seu valor histórico e cultural.

A criação de um papiro obrigava a deixar o talo da planta de molho durante uma ou duas semanas. Depois, era cortado em tiras finas que eram prensadas com um rolo para eliminar as substâncias líquidas. Finalmente, voltavam-se a prensar as lâminas para que a seiva servisse de adesivo e eram esfregadas com uma concha ou um pedaço de marfim durante vários dias.