Conceito de paralelo


Fev 19, 15

A origem etimológica mais remota do termo paralelo reside na língua grega, ainda que o conceito derive do latim parallēlos. A sua acepção mais difundida está associada àquelas coisas que, apesar de se estenderem as suas extremidades de indefinida, nunca se cruzarão.

As rectas paralelas, por conseguinte, mantêm uma distância igual em todos os seus pontos. Se as rectas A e B forem paralelas, não haverá forma em que haja uma intersecção entre ambas.

As ruas paralelas, por outro lado, são as que foram traçadas com a mesma orientação e que não se cruzam. Duas ruas paralelas, neste sentido, nunca podem formar uma esquina.

Fala-se em “traçar uma paralela” para se referir à acção de comparar duas realidades ou eventos: “O ministro fez um paralelo entre a situação económica do país e a crise que se vive na Europa”, “Se fizermos um paralelo e analisarmos as duas últimas campanhas, podemos observar que a equipa melhorou o seu rendimento”.

O paralelo também pode ser aquilo parecido ou semelhante: “Os dois jogadores tiveram caminhos paralelos e conseguiram vitórias semelhantes”.

No contexto da geografia, os paralelos são aqueles círculos que se criam ao intersectar-se um plano ideal que seja perpendicular ao eixo de rotação do nosso planeta com a própria esfera terrestre. O paralelo que reflecte a circunferência total da Terra é o equador, que atravessa o seu centro.

Para a informática, as portas paralelas permitem a interacção entre um periférico e um computador. Esta tecnologia recorre aos chamados cabos paralelos para transmitir uma certa quantidade de bytes em cada envio.

Por fim, paralelo é um bloco que, usado em quantidade, forma caminhos e estradas.