Conceito de rima
Uma rima é a repetição de uma sequência de sons a partir da vogal da última sílaba tónica do verso. Quando a repetição inclui todos os fonemas a partir desse limite, trata-se de uma rima consonântica (também se diz rima consoante). Por sua vez, se a repetição apenas se verificar com as vogais a partir desse limite, estaremos perante uma rima vocálica (ou rima toante/assoante).
O conceito de rima também permite fazer referência à composição em verso do género lírico, ao conjunto de versos (poemas) e ao conjunto dos sons consoantes ou assoantes usados numa composição (“Este livro apresenta uma rima bastante pobre”).
Exemplos de rimas:
E fico, pensativa, olhando o vago…
Tomo a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
(extraído de “Lágrimas Ocultas”, de Florbela Espanca)
“marfim” e “mim”, por exemplo, constituem uma rima consonântica, ao passo que “calma” e “alma” compõem uma rima vocálica.
Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, mais conhecida por Florbela Espanca foi uma poetisa e contista portuguesa, famosa pelas suas produções em prosa. Nasceu a 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa (Alentejo) e faleceu precisamente 36 anos mais tarde, em Matosinhos.
Esta poetisa também influenciou outros artistas, nomeadamente Fernando Pessoa, que lhe prestou homenagem num dos seus poemas (“À memória de Florbela Espanca”), e a banda Trovante, com a canção intitulada “Perdidamente” (do soneto “Ser poeta”, extraído do seu volume de poemas Charneca em Flor), sendo um dos maiores êxitos deste grupo.





