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Conceito de défice de atenção

O défice de atenção é um distúrbio que é diagnosticado se a criança apresentar dificuldades em permanecer sossegada, agir sem pensar primeiro ou nunca acabar as inúmeras tarefas e actividades que começa, entre outras situações. Os especialistas falam de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (cuja sigla é PHDA), um síndrome do comportamento que tem origem nos genes e nas células do sistema nervoso.

Este transtorno neurológico que afecta o comportamento engloba como principais características a dificuldade de concentração, o desequilíbrio emocional, a distracção recorrente e os movimentos gerados pelo desassossego incessante, entre outras condutas.

As causas da PHDA são maioritariamente genéticas, com factores que se herdam numa média de oito em cada dez casos. Existem, porém, certos factores que não residem na hereditariedade, como acontece quando o útero é exposto à nicotina durante a gravidez (gestantes fumadoras).

No dia-a-dia, o défice de atenção costuma derivar num comportamento com tendência conflituosa e que acarreta problemas na hora da integração social e da inclusão em grupos. Este défice também favorece resultados escolares/académicos pouco satisfatórios, estados depressivos e uma maior predisposição para o consumo de substâncias aditivas (estupefacientes, álcool, etc.).

Ao serem maioritariamente biológicos, os sintomas da PHDA podem ser tratados com fármacos. A dextroanfetamina (que faz parte da composição do medicamento comercializado sob o nome de Dexedrina), a L- anfetamina e a D-anfetamina (presentes no Adderall) e o metilfenidato (Ritalina) são alguns dos princípios activos mais receitados para o efeito.

No entanto, há pessoas que optam por se tratar por conta própria e que recorrem a estimulantes de venda legal, como é o caso da nicotina e da cafeína.

Por fim, destacaremos algumas das personalidades mais brilhantes da história que sofreram de PHDA, como Thomas Alva Edison, Leonardo Da Vinci e Albert Einstein.