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Conceito de eugenesia

A etimologia do termo eugenesia refere-se ao “bom nascimento”. Trata-se da disciplina que procura aplicar as leis biológicas da herança para aperfeiçoar ou melhorar a espécie humana. A eugenesia constitui uma intervenção nas características hereditárias para ajudar o nascimento de pessoas mais saudáveis e com uma maior inteligência.

Os defensores da eugenesia asseguram que esta prática alivia o sofrimento (ao evitar que nasçam pessoas com malformações ou graves doenças, por exemplo) e permite que a sociedade poupe recursos. Os seus opositores, no entanto, consideram que a eugenesia vai contra a ética e acham que a manipulação destas leis biológicas é imoral.

A selecção artificial, o diagnóstico pré-natal, a engenharia genética e o controlo de natalidade são mecanismos próprios da eugenesia. Ao longo da história, esta prática foi utilizada como “desculpa” (argumento) para praticar a discriminação, obrigar a esterilização de grupos sociais e até exterminar as raças ou etnias consideradas como inferiores.

A eugenesia gozou de prestígio social e foi apoiada por personalidades como Winston Churchill e Alexander Graham Bell. Contudo, a partir da sua vinculação com as políticas raciais impulsadas pelo regime nazi na Alemanha, esta disciplina começou a ser condenada.

Os nazis incluíram na sua retórica o conceito de “vida indigna de ser vivida” para impulsar a eugenesia nos grupos sociais que consideravam “desviantes” (incapacitados físicos e mentais, homossexuais) e “conflituosos” (judeus, ciganos, comunistas). O argumento levou os cientistas alemães a realizarem experiências genéticas com os seres humanos.