Conceito de quena


Fev 14, 16

Antes de mais, deve-se descobrir o significado do termo para conhecer a sua origem etimológica. Neste sentido, podemos dizer que deriva de uma palavra do quéchua: “kkhéna”, que se pode traduzir como “flauta”.

Trata-se de um instrumento musical de vento, originário da região andina. Construída com cana, barro, madeira ou osso, a quena dispõe geralmente de sete orifícios: seis na parte da frente e outro atrás, que se tapa com o polegar.

Os estudos levados a cabo a esse respeito mostraram que também se pode encontrar modelos realizados com abóbora, com osso de pelicano, de pedra, metal e mesmo de argila. Esses mesmos trabalhos vieram mostrar que, antigamente, era hábito que os homens tocarem esse instrumento depois de terem ido caçar. O comprimento da quena costuma rondar o meio metro embora possa variar conforme o modelo. O seu tubo é oco, com um diâmetro de cerca de dois centímetros, soprando-se por uma boquilha que pode ter forma de V ou U. No que diz respeito ao comprimento e outras características, existem diferentes tipos de quena que podem oferecer distintos sons.

Este instrumento é tradicional do folclore andino, uma vez que era utilizado por culturas pré-colombianas e mesmo pré-incaicas. Diz-se, efectivamente, que é o instrumento de vento mais antigo.

Em termos concretos, podemos dizer que se tornou no instrumento mais significativo da tradição da música andina juntamente com outros dois, como é o caso do sicu e do charango. O primeiro destes dois citados é uma flauta de pã e o segundo é um instrumento de corda que tem cinco cordas duplas.

Existem diversos tipos de quena, com base, por exemplo, no material com o qual é fabricado. No entanto, uma das mais conhecidas e significativas é aquela que responde ao nome de Markama. Esta, que se caracteriza pela sua digitação 4-4-1, foi concebida e popularizada em todo o mundo por um grupo argentino também chamado assim, que está especializado em música folclórica e que continua activa desde a década dos anos 70.