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Conceito de eutanásia

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A eutanásia é a acção ou omissão que acelera a morte de um paciente condenado com o intuito de evitar e prolongar o seu sofrimento. O conceito está associado à morte sem sofrimento físico.

Compete aos médicos realizar a eutanásia, geralmente com o apoio dos familiares do doente em questão. Há casos, contudo, em que o paciente se encontra em condições de decidir aquilo que pretende fazer do seu próprio corpo, pelo que solicita que lhe seja administrada a eutanásia. Porém, esta prática é proibida na maior parte dos países.

A eutanásia costuma ser realizada em animais também quando o médico veterinário acredita ser essa a única solução para um animal que esteja sofrendo muito e sem apresentar respostas a um tratamento ou quando esse esteja numa situação que lhe cause severo sofrimento, sendo antes consultado o seu dono.

Em alguns países a eutanásia e permitida como forma de acabar com o sofrimento não físico de uma pessoa, mas relacionado ao emocional, nesses casos o indivíduo passa antes por um médico especializado para atestar que o paciente não encontra-se com algum problemas psicológico que o esteja induzindo a querer acabar com sua vida, mas que trate-se apenas do paciente querer finalizar a vida por decisão bem pensada. Ou seja, é analisada a capacidade cognitiva do indivíduo de realizar juízo quanto a isso, seguindo a eutanásia apenas quando confirmado isso. E esse ato gera polêmica em outros países.

A eutanásia desperta todo o tipo de debates éticos. Os seus defensores asseguram que evita que a pessoa continue em sofrimento e que rejeita a prolongação artificial da vida podendo resultar em situações pouco ou nada dignas. Aqueles que se opõem, por sua vez, consideram que ninguém tem o direito de decidir quando deve terminar a vida do próximo.

Convém frisar que, ao longo da história, a eutanásia foi utilizada como desculpa para acabar com determinados grupos sociais. O nazismo era a favor da eutanásia nos deficientes ou incapacitados por considera-los inferiores (inúteis, portanto), e com o argumento de se tratar de um acto de compaixão.

Esta situação faz com que haja muitos sujeitos a apoiar a eutanásia, desde que seja devidamente consentida pelo doente. Desta forma, evita-se a aplicação da mesma contra a vontade do verdadeiro interessado. No entanto, não é válido para o caso dos pacientes em coma, uma vez que não se conseguem pronunciar, seja a favor ou contra a eutanásia. O mesmo ocorre no caso dos recém-nascidos.

Na religião cristão a eutanásia é vista como algo inadmissível, tendo em conta que a vida é algo valioso, inclusive, na bíblia sagrada há escrito que aquele que tirar a própria vida não poderá ingressar no reino dos céus. Logo, é Deus quem dá a vida e a pessoa não pode interromper esse fluxo natural por sua vontade, arcando com as consequências por esse ato.

E assim muitos temas giram em torno da eutanásia e o direito à vida em muitos países onde tal prática não é permitida.

Há ainda a ortotanasia que é quando o médico deixa que a doença de um paciente tome o seu curso natural, sem que haja da ciência para isso, ao que é dito que assim o paciente terá uma morte digna.

Citação

Equipe editorial de Conceito.de. (1 de Novembro de 2011). Conceito de eutanásia. Conceito.de. https://conceito.de/eutanasia