Conceito.de

Conceito de polifonia

Polifonia é uma noção que deriva da língua grega. O conceito refere-se à simultaneidade de sons diferentes que formam uma harmonia. Deste modo, apesar de serem sons independentes, o ouvinte percebe-os com um todo.

O termo é composto por “poli” que significa “muitos” e “fonia” que é algo relativo a “som”.

Uma composição polifónica consta de diversas melodias básicas. Dependendo das qualidades das pessoas, cada sujeito poderá detectar mais ou menos melodias independentes no âmbito da criação polifónica.

O que implica a polifonia, em suma, é uma certa classe de textura musical. Esta ideia engloba as harmonias, os ritmos e as melodias que se põem em jogo ao criar uma composição, dotando-a de diversas qualidades. A textura musical é o resultado das relações entre estes componentes: na polifonia, a variedade das melodias não impede reconhecer a obra como um todo.

Na música, se obtém uma textura sonora característica através da polifonia, onde essa técnica resulta em duas ou mais vozes se desenvolvendo e se preserva o caráter melódico e o rítmico, o que se diferencia da monofonia onde apenas uma voz tem lugar, sendo que se houver outras elas ou seguem a principal por meio de oitavas ou por meio de uníssono, por exemplo.

Os aparelhos celulares podem ser personalizados com o uso de toques polifônicos, seja para o toque de chamadas ou também para a notificação de mensagens. Nesse caso, o som emula uma música com o uso de sintetizadores, sendo essa música tocada em distintas frequências, usando também diferentes velocidades para emular o seu ritmo.

Também existem os toques monofônicos que emitem apenas um som por vez, sendo mais claros. Os toque monofônicos eram amplamente utilizados em aparelhos celulares antigos, pois eles não suportavam os sons polifônicos.

Por outro lado, existem os toques reais que são aqueles capazes de reproduzirem também vozes com a música, com uma elevada qualidade de áudio.

A noção de polifonia também aparece na literatura para designar a multiplicidade de vozes dentro de uma mesma obra. O termo foi assim alcunhado por Mijail Bajtín, quem estudou como, em certos romances, cada um dos personagens expressava a sua forma de entender a realidade, o que permitia ao leitor aceder a diversas cosmovisões (visões do mundo).

Para Bajtín, o Eu do discurso é sempre social. Os modos de expressão estão atravessados por experiências, costumes, valores e conhecimentos que derivam naquilo que conhecemos como ideologia: desta forma, não há maneira de se expressar por fora da ideologia. O produtor de um texto, neste sentido, é o resultado da inter-relação entre a ideologia e o sistema linguístico, dando lugar à polifonia.

Polifonia, nessa área textual, logo, diz respeito a obras ou referências que surgem dentro de outra obra. Na polifonia as vozes nunca anulam umas às outras, mas essas vozes acabam se complementando a fim de contribuir para o discurso no texto de um modo geral. Com a polifonia é formada uma estrutura de opiniões, discursos, posturas e de características verbais.