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Conceito de desinência

O termo do latim medieval “desinentĭa” com o significado de acabar, terminar chegou a nosso idioma como desinência. Esse conceito é usado no campo da gramática para nomear o morfema flexivo que é adicionado a um radical, especialmente o de um verbo.

A desinência é, portanto, um segmento fonológico colocado próximo do radical para indicar um certo acidente da flexão (a alteração experimentada pelos termos para codificar determinados conteúdos gramaticais). A desinência permite adicionar um valor gramatical.

Pode dizer-se que a desinência é uma terminação variável. Num verbo, permite indicar a pessoa, o tempo, o modo e o número. O radical ou lexema, por outro lado, é invariável.

Vejamos o caso do verbo comer. O radical deste verbo é com. Para a construção das várias formas verbais, são adicionadas diferentes desinências ou morfemas. Assim, é possível construir verbos conjugados como comeremos, comeu, comerão ou comem, por exemplo. Como você pode ver, ao radical adicionamos eremos, eu, erão ou em, de acordo com o caso.

As desinências, em suma, incorporam acidentes gramaticais que fornecem mais informações sobre o verbo. O significado gramatical, de fato, é dado pela presença da desinência que complementa o radical. Retomando o primeiro dos exemplos mencionados acima, a desinência eremos, adicionadas ao lexema com, indicam que o verbo tem número plural, refere-se a uma ação no tempo futuro e está no modo indicativo. Assim chegamos à forma verbal comeremos (com + eremos).