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Conceito de divã

O termo turco “diwán” chegou a nosso idioma como divã. Este é o nome de um tipo de assento com uma estrutura alongada que normalmente não tem encosto e serve para uma pessoa se deitar.

Nos dias do Império Otomano, o conselho superior que administrava a justiça e era responsável por vários assuntos do Estado chamava-se divã. A sala em que esses conselheiros se reuniam, que tinha assentos alongados localizados ao longo das paredes, também era chamada de divã. Finalmente, por extensão, a noção de divã começou a ser associada aos assentos em questão.

No mundo ocidental, os divãs começaram a se popularizar em meados do século XVIII. No início, eles eram usados em residências e posteriormente expandiram-se para locais públicos, como bares e cafés. Essas peças de mobiliário lembram sofás, embora estes tenham braços e encosto.

Hoje, os divãs estão relacionados à psicologia e, mais especificamente, à psicanálise. Sigmund Freud estabeleceu o uso desse móvel nas sessões, fazendo com que o paciente se deitasse de costas para o analista. Assim se evitava o contato visual e o paciente podia sentir-se mais livre para falar. Os analistas, em muitos casos, mantiveram esse uso do divã em suas sessões.

Para a literatura, um divã é uma coleção de poemas escritos em um idioma oriental. Pode ser uma obra de um escritor ou de vários autores. Em suas origens, os divãs eram coleções cuja compilação era feita pela corte de um sultanato.