Conceito de fastio


Set 18, 13

Fastio provém do latim fastidĭum e está relacionado com a repugnância (ou a aversão) à comida, mas não só. Exemplos: “Ontem à noite, comemos até nos fartarmos. Hoje, estamos com um fastio, que nem queremos ouvir falar em comida!”, “Nestas festas, só me apetece comer até ao fastio: que se lixe a dieta!”, “Estou com fastio, acho que foi algo que comi que me caiu mal”.

A noção também é usada para se referir ao tédio e ao desgosto. Neste caso, fastio pode tratar-se da desilusão, do cansaço, do esgotamento, da saturação ou do aborrecimento.

O fastio surge quando algo causa desagrado ou quando parece que nada corre bem. O trabalho monótono, a rotina e as limitações externas (como estar fechado num ambiente sem janelas) contribuem para o fastio. Aliás, na gíria, diz-se que se está com fastio quando algo ou alguém revolta ou repugna.

A pessoa que sofre fastio tem a sensação de que o tempo não passa e que não existe nada capaz de a motivar. Se o fastio se prolongar no tempo ou for muito frequente, é provável estarmos perante um caso de depressão.

O fastio também pode levar ao consumo de drogas. De acordo com os psicólogos, uma das razões possíveis para começar a consumir droga é o fastio e a sensação de que nada vale a pena.

Para superar o fastio, as pessoas tendem a recorrer aos chamados passatempos, que são actividades e jogos que ajudam a manter-se concentrado e a aceitar desafios, como as palavras cruzadas, os quebra-cabeças, o sudoku e os videojogos.

Por fim, num contexto completamente diferente, Fastio é o nome de uma água engarrafada, comercializada em Portugal.