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Conceito de orquestra

Uma orquestra é um grupo de músicos que interpretam obras musicais com vários instrumentos. Orquestra também o lugar compreendido entre o palco e a plateia.

O termo provém da língua grega e significa “lugar para dançar”. O conceito surgiu no século V a.C., época em que os teatros dispunham de um espaço separado para os cantores, os bailarinos e os músicos que se chamava precisamente orquestra.

No século V a. C, quando existiam as apresentações teatrais, esse termo “orquestra” era utilizado para descrever um espaço circular ou mesmo semicircular que se localizava perto da plateia. Esse espaço era destinado a dançarinos e cantores de um coro, os quais tinham suas apresentações acompanhadas por instrumentos musicais como flauta, tambores, cítaras, etc.

Uma orquestra pode contar com variados tipos de instrumentos que sejam necessários para um determinado tipo de música.

Uma orquestra de músicos pode ter diversas composições. Em geral, compreende quatro grupos de instrumentos: as cordas (que incluem violinos, violoncelos, violas, contrabaixos, arpas e pianos), as madeiras (flautas, flautins, oboés, clarinetes, fagotes, contrafagotes e cornes-ingleses), os metais (trombones, trompetes, trompas e tubas) e os instrumentos de percussão (tímpanos, pratos, entre outros). Em inglês, usa-se o termo “orchestra”.

A orquestra sinfónica ou filarmónica é aquela que tem cerca de oitenta músicos e que inclui instrumentos de todas as famílias (cordas, madeiras, metais e percussões). Os historiadores acham que as primeiras orquestras sinfónicas nasceram nas cidades de Mannheim e Viena.

No século XIX, as orquestras filarmónicas começaram a incluir a figura do maestro, que é a pessoa que se encarrega de manter o tempo da obra e de indicar a entrada de cada instrumento para que a peça seja interpretada na perfeição. Daniel Barenboim e Zubin Mehta são alguns dos maestros mais famosos da atualidade.

A orquestra de câmara, por último, é formada por um pequeno número de músicos (por norma, menos de vinte). Nestas orquestras predominam os instrumentos de corda. A noção de câmara refere-se ao facto de os músicos caberem num pequeno salão.

Na Idade Média não era comum o uso em conjunto de diferentes instrumentos musicais. Isso só veio se tornar mais costumeiro a partir do século XVII, quando os compositores da Europa resolveram testar a combinação de sons de diferentes instrumentos musicais. Em 1607, por exemplo, conta-se que uma orquestra com poucos instrumentistas fora usada na estreia de “Orfeu”, uma das primeiras óperas daquela época, qual fora escrita por Claudio Monteverdi, um compositor da Itália.

Mas foi na Alemanha que a orquestra moderna teve seu desenvolvimento, sendo isso por volta do século XVIII. Nesse período, foram definidos quatro grupos de instrumentos.

Numa orquestra, nem sempre se utilizam instrumentos com sonoridade mais individualizada como alaúde ou cravo. Isso também acontece no caso de instrumentos como a clarineta (também conhecido como “clarinete”).

Há o uso do termo “orquestra” no sentido figurativo para descrever um tipo de “concordância”, ou seja, quando duas ou mais pessoas entram num acordo, combinam algo, por exemplo: “os dois empresários orquestraram uma aliança para que ambas as empresas saíssem no lucro”.