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Conceito de regência

Regência é um conceito que se vincula ao verbo reger (dirigir, administrar). A noção costuma ser usada para designar o governo temporal que assume uma pessoa quando o monarca legítimo está ausente ou está incapacitado de exercer as suas funções por algum motivo.

O indivíduo que governa em nome do titular é conhecido pelo nome de regente. Uma vez que o monarca legítimo pode reassumir as suas obrigações, o regente deixa de cumprir funções e a regência chega ao seu fim.

A regência é um mecanismo próprio da monarquia. Nos regimes democráticos, existe outra estrutura de governo que contempla como substituir o mandatário. De um modo geral há uma escala hierárquica que indica quem assume o poder de forma temporária e mediante que condições, de acordo com o estabelecido pela Constituição.

Nas monarquias, porém, o rei é substituído por alguma pessoa próxima como o seu filho, o seu pai ou a sua mãe. A regência, por conseguinte, costuma ser exercida por um familiar direto do monarca. Um exemplo de regência teve lugar em França no século XVII, quando a mãe de Luís XIV, Ana de Áustria, assumiu o poder.

Regência também é o nome de um estilo de arte que se teve lugar em França no século XVIII e de um movimento arquitetônico que teve o seu auge em Inglaterra durante os primeiros anos do século XIX.

A regência é um termo que descreve também o trabalho de um maestro diante de uma orquestra, guiando os músicos ali presentes para que executem a peça adequadamente, no tempo correto, com cada instrumento entrando e saindo no momento certo, guiando-os também quando a expressividade. Por tanto, pode-se dizer que o maestro é a ligação entre o compositor de uma peça musical e os músicos que a executarão.

Uma regência verbal trata-se da relação existente entre o verbo e complemento desse verbo, em outras palavras, trata-se do modo como o verbo faz ligação com um objeto (seja ele direto ou indireto). O verbo é o regente da oração, enquanto que o complemento torna-se o termo que é regido pelo verbo nessa oração.

A ligação entre verbo e objeto pode ser feita com ou sem o uso da chamada “preposição”, tal como pode ser visto nos exemplos a seguir:

– O advogado ouviu o cliente (exemplo sem o uso de preposição);

– O advogado ouviu ao discurso (com o uso de preposição);

– A atendente anotou o recado (exemplo sem o uso de preposição);

– As crianças assistiram ao documentário (exemplo com o uso de preposição).

Existem verbos que precisam e os que não precisam de preposição, por exemplo: os verbos agradecer, agradar, avisar, comunicar, desdenhar e dedicar são alguns que exigem o uso de uma preposição:

– Comunicar a;

– Avisar de ou avisar a;

– Agradecer a;

– Agradar a;

– Dedicar a;

– Desdenhar de;

– Entre outros.

Na área da astrologia, por último, denomina-se regência ao vínculo estreito que existe entre um astro e um signo zodiacal e que determina as características do mapa astral.