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Conceito de pintura rupestre

Para entender a noção de pintura rupestre, convém decompor a expressão nos seus dois termos.

A pintura, melhor dizendo neste caso, a tinta é o material que se aplica sobre uma superfície em camadas finas para cobrir, revestir ou criar algum tipo de desenho. O termo pintura também é usado para evocar a arte que consiste na criação de uma representação gráfica por meio de pigmentos ou outras substâncias.

Rupestre diz-se daquilo que pertence ou que é relativo às rochas. Por extensão, este adjetivo é usado com referência ao que é primitivo ou rude.

A pintura rupestre, em resumo, é a representação gráfica e os desenhos que se encontram em rochas ou cavernas e que foram realizados na pré-história. Como se encontram dentro de estruturas como uma gruta, as pinturas rupestres conseguiram resistir ao passar dos séculos e muitas delas ainda podem ser apreciadas hoje em dia.

Observando-se as pinturas rupestres, estudiosos atestam que alguns desenhos sugerem que as pessoas daquela época tinha algum tipo de conhecimento sobre astronomia.

Outra curiosidades sobre a pintura rupestre é que foi a partir dela que teve origem a primeira forma de escrita que era a chamada de escrita pictográfica, isso no período Neolítico.

Em praticamente todos os continentes existem essas pinturas e acredita-se que elas tenham surgido quando apareceram os primeiros objetos artísticos móveis, tais como ossos, utensílios de pedra, chifres, entre outros.

Há as pinturas rupestres e há também as que são conhecidas como gravuras rupestres. As pinturas são as que já foram descritas aqui: desenhos feitos por meio de fissuras nas rochas, enquanto que as gravuras rupestres são feitas por meio da aplicação de pigmentos em superfícies.

Isto faz que a pintura rupestre seja uma das manifestações artísticas mais antigas que tenham sobrevivido até agora. Os especialistas defendem que algumas pinturas rupestres têm 40.000 anos de história.

As pinturas rupestres mais famosas encontram-se em Espanha e em França, sendo as manifestações encontradas na Caverna de Altamira (em Cantábria), que é o máximo expoente da arte pré-histórica. Em Portugal, a cidade de Foz Côa também é conhecida pela sua arte rupestre.

Acredita-se que as pinturas rupestres estavam associadas a certos rituais ou crenças mágicas para promover a caça, daí mostrarem animais como bisontes, mamutes e cervos bem como marcas de mãos.

Para fazer tanto as pinturas quanto as gravuras rupestres, eram utilizados pigmentos vegetais e minerais, sendo que os mesmos eram fixados com o uso de gordura animal.

E sobre os pigmentos, esses eram materiais facilmente encontrados na natureza como carvão, ossos, argila, entre outros produtos como vegetais que eram misturados com outros produtos para se ter um material viscoso e com pigmento.

Era comum se pegar esses materiais e misturar com sangue, clara de ovo e excrementos de animais como o morcego, cera, resina vegetal, etc., para se obter uma mistura assim, mistura que se fixasse bem.

Quanto as primeiras técnicas utilizadas para esse tipo de arte, elas eram bastante simples, sendo traços, linhas e também mãos que estavam em negativo (onde se colocava as mãos sobre a parede e depois assoprava-se pigmento de pó sobre as mesmas, tendo, assim, a silhueta delas).

As cores usadas nas pinturas rupestres costumam ser o preto, o vermelho, o amarelo e o ocre, tonalidades obtidas com carvão vegetal, minerais e diversos fluidos.