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Conceito de ponto de fuga

O conceito de ponto de fuga é usado para designar um determinado lugar geométrico. Os lugares geométricos são grupos de pontos que permitem satisfazer certas propriedades geométricas: no caso específico do ponto de fuga, trata-se do lugar no qual conflui nas projeções de todas as rectas paralelas a uma certa direção no espaço, mas que não são paralelas ao plano da projeção.

Isto significa que os pontos de fuga são tantos como a quantidade de direções que tenha no espaço em questão. Por isso se diz que o ponto de fuga se encontra no infinito e é impróprio.

Com o uso do ponto de fuga o desenhista consegue dar profundidade ao eu desenho e fazer com que ele fique mais realista.

Podemos entender o ponto de fuga se repararmos nas tábuas de madeira que formam um piso de parquet. Essas tábuas são iguais no que toca ao tamanho e criam linhas paralelas entre si. Contudo, ao observá-las, aquelas que estão distantes parecem mais pequenas e as linhas aparentam ficar/estar cada vez mais próximas umas das outras. A prolongação virtual dessas linhas faz com que estas convertam o seu ponto de fuga.

O ponto de fuga, por conseguinte, é aquele lugar onde as rectas paralelas se juntam de acordo com a perspectiva. Os pontos de fuga são muito importantes para a realização de desenhos, uma vez que permitem dar a sensação de profundidade e manter a perspectiva que teria um observador a partir de um determinado ponto de vista.

Para entender isso é também importante entender o que significa “perspectiva”. O termo ver do latim e significa algo como “ver através ou por meio de”, assim, perspectiva é a representação de um objeto tridimensional através do bidimensional.

Assim, com a perspectiva o desenhista e quem observa u determinado desenho (que faz uso do ponto de fuga) consegue enxergá-lo como se o mesmo fosse real com sua profundidade, altura e largura de cada elemento ali presente.

A perspectiva feita com o uso do ponto de fuga é conhecida como “cônica”, contudo existem outras, tais como a isométrica, a militar, etc.

Para além da importância que tem a aprendizagem deste conceito para elaborar desenhos proporcionados e harmoniosos no que diz respeito às dimensões dos seus elementos, também permite realizar o sombreado com maior precisão. Uma das chaves de um desenho bem feito é a aplicação de luzes e sombras, uma vez que a cena cobra vida ao mostrar esta propriedade tão característica da nossa realidade, a iluminação.

Numa ilustração em que falta técnica ou conhecimentos suficientes, o sombreado costuma ser feito sem qualquer precisão, em geral representando muitas fontes de luz, cada uma das quais afeta unicamente uma pequena parte do desenho. Por exemplo, no é raro ver flores cujas pétalas têm a sombra sempre no mesmo sítio (só para citar um caso, na sua metade esquerda se for cortada transversalmente e vista de frente), independentemente de se encontrarem todos os ângulos diferentes.

Ao ter em conta o ponto de fuga para realizar uma ilustração de um jardim, continuando com a mesma temática, onde há uma grande diversidade de flores e plantas, a informação relacionada com a posição de cada uma e da sua relação com os restantes elementos no espaço serve para levar a cabo a iluminação, uma vez que é possível compreender a trajetória da(s) fonte(s) de luz que afetam a cena, bem como a direção e as proporções de cada sombra.

Se pegarmos nas direções ortogonais que correspondem aos eixos espaciais que se costuma denominar X, Y e Z, os pontos de fuga permitem ter em conta uma perspectiva frontal, uma perspectiva oblíqua ou uma perspectiva aérea, de acordo com a projeção que se realizar.

É importante assinalar que o ponto de fuga não só nos permite reproduzir uma cena com precisão, como também é uma ferramenta fundamental para alterar a percepção e para conceber imagens impossíveis de encontrar na realidade. É necessário jogar com as perspectivas para conseguir certos efeitos, e isto pode-se levar a cabo mudando a localização do ponto de fuga; por exemplo: quanto mais perto se encontrar do observador, mais imponentes parecem os objetos. Da mesma forma, no caso dos desenhos mais complexos, pode-se usar mais de um ponto de fuga para conseguir diferentes resultados, como seria o caso da deformação dos elementos.

O ponto de fuga é elemento de estudo tanto de desenhistas quanto de estudante de arquitetura, por exemplo. E o básico que eles precisam saber é que esse ponto é que a altura dele representa o nível dos olhos de quem o vê, de quem o observa.

Quem está começando a fazer uso do ponto de fuga começa com desenhos mais simples, usando formas geométricas como quadrados, por exemplo, pois a possibilidade de se observar a perspectiva com o ponto de fuga por meio dessa figura geométrica é mais fácil.

Uma outra coisa importante para quem está iniciando é saber que os desenhos que usam ponto de fura exigem da parte do desenhista muito estudo, sendo assim, eles permanecem nas formas mais simples e apenas depois de terem adquirido segurança suficiente passam para figuras mais difíceis.

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