Conceito de a priori




Dez 07, 11 Conceito de a priori

A priori é uma locução latina que significa “à primeira vista” (de acordo com o que é anterior). É usado para realizar uma demonstração que descende da causa ao efeito, da essência de algo às suas propriedades. Também se refere àquilo que se realiza antes de examinar o assunto de que se trata.

É possível estabelecer uma distinção entre o conhecimento a priori (que, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, é necessariamente verdadeiro e universal, já que não depende da experiência) e o conhecimento a posteriori (aquele que é obtido de forma empírica).

Como tal, os argumentos a priori são necessários. As demonstrações directas na matemática, por exemplo, pertencem a este tipo de locuções. Posto isto, o conhecimento a priori permite predizer/prever um fenómeno/acontecimento ou antecipar/antever determinadas características.

Para a filosofia escolástica, as proposições a priori estão associadas à ontologia e equivalem àquilo que antecede na ordem causal.

Para Kant, todo o conhecimento empírico está sujeito a condições a priori, às quais chama de transcendentais. Se não tiver comprovação empírica, trata-se, nesse caso, de um conhecimento que é postulado e sustentado pela razão.

René Descartes, pela parte que lhe diz respeito, é da opinião de que a razão é uma faculdade independente da experiência. Isto compreende a existência de um conhecimento inato (a priori), como explica com a sua frase “Cogito, ergo sum” (“Penso, logo existo”).

Os juízos sintéticos a priori são os que estão relacionados com a lógica (por exemplo, “subir para cima”). Em contrapartida, os juízos a posteriori têm uma validade particular e são empíricos, uma vez que são comprovados com a experiencia (“Em Matosinhos, as mulheres falam muito alto e acenam muito com as mãos”).