Conceito de ciência




Jul 26, 11 Conceito de ciência

O conhecimento é um conjunto de informações adquiridas através da experiência ou da introspecção. Pode ser organizado sobre a estrutura de factos objectivos e acessíveis a vários observadores, através de um conjunto de técnicas e de métodos conhecido sob o nome de ciência. O vocábulo deriva do latim scientia, que significa precisamente conhecimento.

A aplicação sistemática dos respectivos métodos dá origem a novos conhecimentos objectivos (científicos), que adoptam a forma de previsões concretas, quantitativas e comprováveis. As previsões são susceptíveis de ser estruturadas em leis ou regras universais, que descrevem o funcionamento de um sistema e prevêem como irão actuar em determinadas circunstâncias.

A ciência pode ser dividida em ciência básica e em ciência aplicada (quando é aplicado o conhecimento científico às necessidades humanas). Existem, por outro lado, outras classificações das ciências, como aqueles propostos pelo epistemólogo alemão Rudolf Carnap, quem as dividiu em ciências formais (despojados de conteúdo concreto, como é o caso da lógica e da matemática), ciências naturais (o seu objecto de estudo é a natureza. Exemplo: biologia, química, geologia) e em ciências sociais (estudam aspectos da cultura e da sociedade, como a história, a economia e a psicologia).

Apesar de cada ciência ter o seu próprio método de investigação, os métodos científicos devem obedecer a vários parâmetros, como a reprodutibilidade (a capacidade de repetir uma experiência num determinado local e por qualquer pessoa) e a refutabilidade (a capacidade de uma teoria em ser submetida a provas que a contradigam/contrariem).

As etapas próprias do processo científico são a observação (com base numa amostra), a descrição detalhada, a indução (quando é extraído o princípio geral implícito dos resultados observados), a hipótese (que explica os resultados e a sua relação causa-efeito), a experiência controlada (para comprovar a hipótese), a demostração ou a refutação da hipótese e, por fim, a comparação universal (para contrastar a hipótese com a realidade).