Conceito de deletério


Ago 22, 13

Deletério é um adjectivo que deriva de um vocábulo grego que se pode traduzir por “destrutor”. O termo refere-se àquilo que é venenoso ou mortífero. Exemplos: “Os especialistas afirmam que é um insecto deletério para o ser humano devido à toxicidade do seu veneno”, “A aspiração deste tipo de substâncias produz um efeito deletério”, “Tentou manter a calma, mas apercebeu-se logo que estava perante uma situação deletéria”.

Posto isto, deletério diz-se daquilo que é prejudicial, insalubre, perigoso ou nocivo. Entre os seus antónimos encontram-se conceitos como inofensivo ou inócuo: “A substância azul que está nesse recipiente é inócua; no entanto, a substância verde é deletéria”, “Quando o apanhámos, achávamos que se tratava de um réptil inócuo, mas assim que analisámos a sua mordida, compreendemos que era deletério”.

Os genes deletérios ou letais são aqueles que estão sujeitos a processos de mutação ou de reorganização que lhes provocam alterações na expressão fenotípica. Estes genes apresentam-se em diferentes alelos (sequências de genes) que produzem alterações no indivíduo. O alelo deletério ou letal é aquele que carrega a sequência genética que causa a morte. O gene que, ao mutar, pode produzir um fenótipo letal é designado gene essencial.

A noção de deletério costuma estar relacionada com um efeito ou uma consequência. Algo pode ser deletério quando acarreta a possibilidade de produzir danos importantes, a morte ou a destruição. As substâncias tóxicas, neste aspecto, são deletérias, embora com diferentes graus. Quanto maior a toxicidade, mais deletérias são. A ciência que estuda o efeito deletério das substâncias sobre os seres vivos é a toxicologia.