Conceito de medo
A palavra medo provém do termo latim metus. Trata-se de uma perturbação angustiosa perante um risco ou uma ameaça real ou imaginária. O conceito também se refere ao receio ou à apreensão que alguém tem de que venha a acontecer algo contrário àquilo que pretende.
O medo é uma emoção que se caracteriza por um intenso sentimento habitualmente desagradável, provocado pela percepção de um perigo, seja ele presente ou futuro, real ou suposto. O medo é uma das emoções primárias que resultam da aversão natural à ameaça, presente tanto nos animais como nos seres humanos.
Sob a perspectiva da biologia, o medo é um esquema adaptativo e constitui um mecanismo de sobrevivência e de defesa que permite ao indivíduo responder face a situações adversas rápida e eficazmente.
Para a neurologia, o medo é uma forma comum de organização do cérebro primário dos seres vivos, com a activação da amígdala alojada no lóbulo temporal.
Do ponto de vista da psicologia, o medo é um estado afectivo e emocional, necessário para o organismo se adaptar ao meio.
Relativamente ao aspecto social e cultural, o medo faz parte do carácter de uma pessoa ou de uma organização social; posto isto, pode-se aprender a não temer.
O medo aparece na arte como uma forma de entretenimento. Por isso, constitui só por si um género narrativo (como os contos ou os romances de terror) e um género cinematográfico (os filmes de terror).





