Conceito de suicídio
O suicídio supõe tirar voluntariamente a própria vida. Trata-se de um termo que deriva de dois vocábulos latinos: sui (“de si mesmo”) e caedĕre (“matar”), ou seja, matar-se a si mesmo. Diversas estatísticas colocam o suicídio como sendo a quarta causa de morte mais frequente em todo o mundo, com mais de 9.000 tentativas por dia.
Entre as condutas que podem ser um indicador de um suicídio iminente, destacam-se a vontade de morrer (com frases do tipo “a minha vida já não faz mais sentido” ou “não vejo qualquer motivo para viver”), a incapacidade de descarregar os receios e as angústias, o esgotamento resultante da pressão da vida social, o comportamento impulsivo e a introversão acentuada.
A sobredosagem de medicamentos ou de drogas, cortar os pulsos, a ingestão de veneno, atirar-se do cimo de um edifício ou de uma varanda, jogar-se para cima da linha do comboio no preciso momento em que este vai a passar ou ainda enforcar-se são alguns exemplos que ilustram as formas mais frequentes de suicídio.
O suicídio é analisado de diferentes formas em função de cada cultura. Para muitas religiões, o suicídio é um pecado, ao passo que outras crêem que alguém pode acabar com a sua própria vida a mando divino. Há sociedades que consideram que o suicídio pode ser uma forma honorável de evitar ou escapar de situações humilhantes.
Convém referir que também há países que qualificam como suicídio aquelas mortes supostamente acidentais, como as que ocorrem, por exemplo, quando uma pessoa alcoolizada conduz a uma velocidade de 200 quilómetros à hora, acabando por embater o seu veículo contra um poste ou um muro, o que se torna fatal.
De entre as personalidades e as personagens históricas mais famosas que se suicidaram, pode-se mencionar Adolf Hitler, Ernest Hemingway, Kurt Cobain, Nerón, Salvador Allende, Séneca, Sócrates e Violeta Parra.





