Conceito de angústia


Ago 02, 13

Do latim angustĭa (“estreiteza”, “dificuldade”), a angústia é a aflição. Trata-se de um estado afectivo que causa um certo mal-estar psicológico, acompanhado de alterações no organismo (como tremores, taquicardia, suor excessivo ou falta de ar).

Exemplos: “Espero arranjar trabalho nos próximos dias, não posso continuar a viver nesta angústia”, “Sinto uma enorme angústia só de saber que estás quase a ir embora e que não te voltarei a ver tão cedo”, “Na semana passada, andei angustiada com a situação, mas acabei por me ir acostumando pouco a pouco”.

A angústia pode ser uma reacção face ao perigo ou algo desconhecido. Aliás, pode-se sentir angústia sem qualquer razão específica. Nestes casos, o conceito tem um significado semelhante ao medo ou à ansiedade: “Passei por uma angústia terrível quando ficámos presos no elevador”, “O João sentiu angústia quando mudou de colégio”.

Outro uso do conceito está relacionado com apuros ou situações delicadas: “O triunfo permitiu que a equipa deixasse para trás a angústia e olhasse para a segunda ronda com maior optimismo”, “A angústia desaparecerá quando conseguirmos ajuda para reduzir as dúvidas”.

Nos seus primeiros estudos sobre a angústia, Sigmund Freud distinguiu a angústia realista da angústia neurótica. A angústia realista é aquela que surge na presença de um perigo externo e que supõe um aumento da atenção sensorial e da tensão motriz. A angústia neurótica, em contrapartida, não tem fundamento externo, não refere claramente um objecto ou é exagerada relativamente à objectividade do perigo.

Para superar as crises de angústia (ou de ansiedade/pânico), os psicólogos recomendam aumentar o exercício físico, beber muita água e evitar o excesso de stress (ou pressão).