Conceito de déjà-vu


Mar 28, 12

Déjà-vu é um termo francês que significa “já visto”. O conceito descreve a experiência de sentir que já se tenha testemunhado, presenciado ou experienciado previamente uma situação nova. O investigador psíquico francês Émile Boirac (1851-1917) foi quem deu o nome ao termo.

O déjà-vu (ou paramnésia) tende a ser associado a uma convincente sensação de familiaridade e a uma certa estranheza ou raridade. Tudo leva a crer que a tal experiência prévia possa ser atribuída a um sonho embora haja casos em que existe a firme convicção de que a situação aconteceu efectivamente no passado.

De acordo com alguns estudos, 60% das pessoas afirmam já terem tido um déjà-vu, pelo menos uma vez. Contudo, tendo em conta a dificuldade de invocar semelhante experiência em laboratório, ainda são poucos os estudos empíricos que existem sobre este assunto. Alguns investigadores acreditam ser possível recriar um déjà-vu, recorrendo, nesse sentido, à hipnose.

Destacam-se dois tipos de déjà-vu: o “déjà vécu” (aquilo que se acredita já ter vivenciado ou experimentado) e o “déjà senti” (algo que já se sentiu, que permanece como uma produção mental, que carece de aspectos precognitivos e que não costuma ficar armazenado na memória da pessoa depois de passar pelo mesmo).

O déjà-vu é frequentemente mencionado na cultura popular e em obras artísticas. No cinema, por exemplo, o filme Matrix mostra o déjà-vu como uma alteração perceptível no sistema. Por outro lado, Déjà Vu é o título de um filme protagonizado por Denzel Washington, no qual o fenómeno é explicado sob a forma de avisos enviados do passado e de pistas para o futuro.