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Conceito de epíteto

Do latim epithĕton, que provém de um termo grego que significa “agregado”, um epíteto é um adjectivo ou um particípio que pretende caracterizar um nome. O seu principal objectivo, por conseguinte, não é especificar ou determinar o nome em questão.

O epíteto visa evidenciar características intrínsecas do substantivo. Por exemplo: “O frio gélido deixou a pele do rapaz numa lástima”, “A Antónia viu como as suas recordações mais preciosas ardiam no meio do lume ardente”.

Os epítetos também são utilizados para acompanhar o nome de personagens históricas, reis ou divindades: “Alexandro Magno é um dos homens mais fascinantes da história”, “Sancho, o Bravo, foi rei de Castela e Leão”.

Há epítetos que permitem mencionar qualidades objectivas, enquanto outros resultam da subjectividade do falante. Neste último caso, pode-se fazer referência aos epítetos apreciativos (“O João é um brilhante jogador de ténis”) e aos epítetos pejorativos (“Tenho de arranjar um sítio para colocar o quadro horrível que me ofereceu a minha sogra”).

Deve-se ter em conta que, na língua portuguesa, é habitual o epíteto vir depois do nome (“A relva verde do campo deixou o público abismado”), embora não seja uma condição imprescindível para a correcta formulação de uma oração (“A verde relva convidava a brincar”).

Contudo, em certas ocasiões, a posição do epíteto na frase determina o seu significado: “Este pobre homem perdeu o seu filho”, “Um homem pobre pediu-me uma esmola”.

Convém ainda destacar que se conhece como epíteto homérico um complemento dos nomes próprios que se utiliza nas epopeias gregas antigas.