Conceito de rapsódia


Nov 06, 15

Um vocábulo grego converteu-se no termo latino rhapsodĭa, que chegou ao nosso idioma como rapsódia. A noção admite várias acepções: pode-se tratar do segmento de um poema de tipo épico que se declama independentemente do conjunto da obra.

As rapsódias, neste sentido, existiam na Grécia da antiguidade quando um rapsoda tomava um troço de um poema de Homero e passava a recitá-lo, deixando de lado os restantes versos. Cabe destacar que os rapsodas eram aqueles que percorriam diversas localidades para recitar fragmentos de poemas do tal Homero ou de outros autores.

No âmbito da música, dá-se o nome de rapsódia ao tema que se compõe a partir da união livre de diversas unidades rítmicas e temáticas, que não têm relação entre si. Nos séculos passados, compositores como Johannes Brahms e Franz Liszt criaram rapsódias que se tornaram populares.

Com o passar do tempo, uma das rapsódias mais famosas é “Bohemian rhapsody” (“Rapsódia boémia”) do grupo Queen. Foi composta por Freddy Mercury e editada no disco “A night at the opera”, que foi comercializado em 1975.

“Rapsódia boémia” é formada por seis fragmentos. A uma introdução cantada a capela segue-se uma balada com piano; logo, é a vez de um solo de guitarra, uma parte de ópera, um segmento de rock e fecha com a coda. No que toca à letra, embora Mercury nunca quis dar detalhes nem precisões, interpretou-se que reflectia um conflito com a sua sexualidade.