Conceito de esclerose múltipla


Mar 13, 14

O endurecimento patológico de um tecido ou de um órgão recebe o nome de esclerose. Este endurecimento ocorre devido ao crescimento descontrolado dos tecidos conjuntivos, situação impulsionada por algum tipo de doença.

Do latim multĭplus, “múltiplo(a)” é um adjectivo que se utiliza para evocar algo que é muito ou abundante. O termo também é usado em oposição a “simples”.

Esclerose múltipla (igualmente chamada esclerose em placas) é uma doença crónica produzida pela degeneração das bainhas de mielina que se encontram nas fibras nervosas. A doença consiste no aparecimento de lesões neurodegenerativas no sistema nervoso central.

As causas exactas da esclerose múltipla são desconhecidas. Os especialistas consideram que, durante o seu aparecimento, agem mecanismos auto-imunes que geram um avanço progressivo. Apesar de ainda não ter cura, pode fazer-se um tratamento com medicação para impedir o seu avanço e reduzir os seus sintomas.

A esclerose múltipla não é mortal, uma vez que menos de 10% dos afectados morrem por causa da doença ou das suas complicações. As consequências mais habituais da doença são a mobilidade reduzida e, nos casos mais severos, a invalidez.

A debilidade, a rigidez e a perda de massa muscular, o cansaço, as dificuldades na fala e na deglutição, a insuficiência respiratória, os espasmos, as cãibras, os problemas de visão, a disfunção sexual e os inconvenientes cognitivos fazem parte dos sintomas e das consequências da esclerose múltipla.

Convém destacar que a esclerose múltipla provoca importantes consequências no aspecto emocional da doença, com depressão, ansiedade e outros distúrbios.