Conceito de esclerose


Fev 07, 14

A esclerose é o endurecimento patológico que sofre um tecido ou um órgão. Esse endurecimento ocorre devido ao aumento incontrolado dos tecidos conjuntivos que se produz a partir de uma doença.

O envelhecimento, as inflamações e as doenças auto-imunes podem produzir uma esclerose, levando assim os tecidos ou os órgãos afectados a perderem a sua elasticidade.

A esclerose múltipla é uma doença crónica que se produz pela degeneração das bainhas de mielina presentes nas fibras nervosas. Esta doença origina transtornos do controlo dos músculos e dos sentidos e não tem cura embora se possa tratar com medicação.

Perda de massa muscular, descoordenação nos movimentos, problemas a engolir, cãibras, espasmos, dificuldades cognitivas e disfunção sexual são algumas das consequências da esclerose múltipla.

A arteriosclerose, por outro lado, é o endurecimento das artérias de média e grande dimensão. A sua forma mais comum é a aterosclerose, a qual causa uma reacção inflamatória. Entre os factores que ajudam a reduzir o risco de contrair esta doença, é aconselhado ter uma dieta saudável e equilibrada, realizar actividade física e não fumar.

Dá-se o nome de esclerose lateral amiotrófica à doença degenerativa onde os neurónios motores (células do sistema nervoso) morrem e provocam uma paralisia muscular progressiva. O escritor argentino Roberto Fontanarrosa e o cientista britânico Stephen Hawking são umas das figuras públicas que sofreram ou sofrem desta doença.

A esclerose tuberosa, por fim, é uma doença hereditária que produz a formação de massas anormais não cancerosas na pele, na retina, nos pulmões, nos rins ou no coração, entre outros órgãos.