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Conceito de abandono escolar

O abandono é o ato e o resultado de abandonar: deixar algo para trás. Escolar, entretanto, diz-se daquilo que está relacionado com a escola (estabelecimento onde se recebe a instrução).

A noção de abandono escolar precoce, portanto, refere-se à saída de um aluno da escola antes do final do ano letivo que estava a frequentar/em que estava matriculado. Noutros termos: quando um aluno deixa de frequentar a escola, embora ainda não tenha completado a sua formação, está em situação de abandono escolar.

O abandono escolar é um problema social. Aqueles que não completam a escolaridade obrigatória definida pelo Estado não têm as habilidades necessárias para integrar com sucesso o mercado de trabalho. Assim, só podem contar com empregos informais ou precários, sem qualquer possibilidade de progresso. Pode-se dizer que estes indivíduos estão em desvantagem relativamente àqueles que completaram a sua escolaridade.

Para as crianças, o acesso à educação é um direito. Por isso, ao abandonar a escola, a criança é uma vítima. Além disso, devido à escolaridade obrigatória, os pais que permitem que uma criança saia da escola são responsáveis por esta circunstância.

Normalmente, o abandono escolar está relacionado com outros problemas sociais. Há pais que, devido à falta de dinheiro, não conseguem enviar a criança para a escola já que não são capazes de cobrir as despesas de viagem, alimentação, materiais de estudo, etc. Por sua vez, a necessidade de criar renda leva os adultos a fazerem as crianças trabalharem.

Logo, ocorre o abandono escolar. Para evitar isso, o Estado deve garantir o acesso da família a recursos materiais necessários para a subsistência e para a criança para completar seus estudos.

Outros casos de abandono escolar podem estar relacionados com problemas de bullying, onde o aluno encontra essa como a solução para fugir da situação, uma situação que a escola deveria resolver para ele e lhe proporcionar um ambiente seguro, propicio para o aprendizado. Mas há ainda o fato do aluno ter problemas em casa que o levem a abandonar a escola, por exemplo.

Tem-se trabalhado intensamente no sentido de reduzir drasticamente os números de abandonos. Há uma percentagem maior de homens do que de mulheres que optaram por abandonar a escola.

No entanto, em alguns países, existem programas para jovens e adultos que abandonaram os estudos e querem voltar a estudar. No Brasil, por exemplo, há os chamados supletivos que são voltados para maiores de 18 anos e visam a conclusão dos estudos do ensino fundamental ou médio. Com isso a pessoa pode seguir adiante com a sua vida estudantil.

Para que uma pessoa consiga fazer um curso superior é obrigatória a conclusão do ensino fundamental e médio. Mas existem países onde é possível fazer um exame para concluir o ensino médio (mesmo sem ter concluído o fundamental antes) e, então, poder cursar o superior.

O abandono escolar é um problema muito preocupante, uma vez que a escola é a base da educação e formação da criança e adolescente e lhe ajuda a ter um futuro melhor por meio da instrução e, quando já jovem, uma prévia preparação para um dia cursar um curso superior e ingressar no mercado de trabalho.

Em muitos países, a educação precária é a principal causadora da pobreza e falta de oportunidades, uma vez que o mercado de trabalho exige profissionais qualificados, preparados, e a escola é o primeiro passo para isso.

Os países com números mais elevados encontram-se no velho continente, como acontece com Portugal, Espanha, Roménia e Malta. No Nível educacional, é na universidade que há menos taxa de abandono.
Existem inúmeros recursos que deveriam existir para evitar o fenómeno do abandono escolar. No entanto, os mais significativos são os seguintes:

Ferramentas e recursos disponíveis para o aluno para ajudar a estudar e melhorar o seu desempenho académico.
-Lançar campanhas pelas autoridades para aumentar a consciência da importância de ter uma educação formal, tanto pessoal quanto no trabalho.
-Implementar novas metodologias que ajudam a melhorar significativamente o desempenho académico dos alunos.
União – O trabalho cooperativo de toda a comunidade educativa, onde estão envolvidos quer pais, quer professores e alunos.
Colaborativas – Projetos que visam promover a formação, a aprendizagem e o desejo de treinar os alunos no sentido de alcançar o futuro que eles querem.

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