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Conceito de austeridade

Austeridade é um termo que deriva do vocábulo latino austerĭtas e que indica a qualidade de ser austero. Alguém austero, por sua vez, é sóbrio, moderado, penitente e severo, que não faz grandes extravagâncias e que respeita com rigor as normas da moral.

Exemplos: “Este governo manterá a austeridade e será totalmente transparente”, “Acho que, nesta época de crise económica, a austeridade é essencial”, “O cantor não se caracteriza pela sua austeridade: acaba de gastar meio milhão de dólares só em brinquedos para a filha”.

É possível associar a austeridade à frugalidade (o consumo mesurado de bens e serviços) ou ao ascetismo (a negação dos prazeres materiais). Por isso, pode-se entender a austeridade como a mortificação das paixões ou dos sentidos.

Não se deve, no entanto, confundir a austeridade com a carência. Um milionário pode ser austero, ao passo que um pobre pode desperdiçar ou esbanjar o pouco que tem. Suponhamos que o dono de uma grande empresa ganha 200.000 dólares por mês. Com esta quantia, poderia perfeitamente ter automóveis de luxo e uma mansão, ou fazer viagens por todo o mundo. Porém, este empresário prefere a austeridade: vive na casa que herdou dos seus pais, tem um carro velho e passa as férias de Verão numa praia perto de casa.

Um homem que esteja desempregado, por sua vez, gasta acima das suas possibilidades e gasta as suas poupanças sem pensar no futuro. Apesar de não ter emprego, esta pessoa demonstra não saber o que é a austeridade e decide comprar um carro novo apesar de já ter um que lhe permita deslocar-se sem problemas.