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Bom senso

Bom senso é a qualidade de sensato (razoável, prudente ou ajuizado). Portanto, o bom senso está associado à razoabilidade, à sensatez, ao raciocínio e à prudência. Exemplos: “O governo deixou de lado o bom senso e respondeu aos ataques com mais violência”, “Não convém expores-te dessa forma, tens de demonstrar bom senso nos teus actos”, “Precisamos de governantes que se manejem com bom senso e que não desperdicem os recursos da nação”.

bom senso
O bom senso ajuda na tomada de decisões

A loucura, a imprudência e o absurdo, em contrapartida, são o oposto da sensatez (e, por conseguinte, estão relacionados com a insensatez): “O presidente é um insensato que nos afastou do resto do mundo”, “O João tentou levar o Martinho à razão, mas a falta de bom senso do seu amigo impediu que chegassem ao entendimento”.

Sensibilidade e Bom senso é a versão portuguesa de Sense and sensibility, um romance escrito pela Britânica Jane Austen, publicado em 1811. O livro narra a história da família Dashwood após a morte de Henry, o patriarca do grupo.

Esta obra teve várias adaptações para a televisão e para o cinema. A versão cinematográfica mais conhecida é o filme realizado por Ang Lee, que estreou em 1995. Entre os protagonistas do filme, destacam-se Emma Thompson, Kate Winslet e Hugh Grant.

O título do relato criado por Austen está relacionado com as condutas e os modos de ser das irmãs Dashwood, as quais se vêem obrigadas a viver na austeridade da vida rural depois do falecimento do pai delas.

Se você tem apenas alguns segundos, leia estes pontos chave:
  • Bom senso e inteligência são características fundamentais, mas distintas, na tomada de decisões e no entendimento do mundo. O bom senso está associado ao discernimento e sabedoria prática, enquanto a inteligência à capacidade cognitiva e processamento de informações complicadas.
  • O bom senso envolve o julgamento prudente e a percepção das nuances de situações, baseando-se na compreensão intuitiva e consciente das consequências de suas ações. Já a inteligência se refere à habilidade de processar informações complexas e resolver problemas efetivamente, geralmente com base em conhecimento adquirido.
  • A inteligência emocional, que compreende o entendimento e a gestão das emoções, está relacionada ao bom senso. Ela melhora a percepção das nuances emocionais em situações complexas e estimula a reflexão antes da ação.
  • A experiência de vida, a educação e o aprendizado, assim como os valores pessoais e crenças, impactam na tomada de decisões e podem aprimorar o discernimento e a compreensão do contexto de forma mais ampla.

Bom Senso versus a inteligência

Quando se trata da tomada de decisões e do entendimento do mundo, bom senso e inteligência se configuram de características fundamentais, porém distintas.

O bom senso é comumente ligado ao discernimento e à sabedoria prática, ao passo que a inteligência é tipicamente relacionada à capacidade cognitiva e ao processamento de informações intricadas. Tais qualidades não são reciprocamente exclusivas, porém as suas diferenças são notáveis.

Ainda, o bom senso compreende o julgamento prudente e a percepção afiada das nuances das situações. Ele possui raízes na compreensão intuitiva e consciente em relação as consequências de suas ações. Por sua vez, a inteligência se trata da capacidade de processar informações complexas e de solucionar problemas de modo eficaz, por vezes com base no conhecimento adquirido.

Uma pessoa com bom senso escutará a opinião das outras e as respeitará, ainda que sejam contrárias a sua. Essa pessoa possui personalidade e vive segundo seus ideais, mas sabe compreender as demais pessoas a sua volta.

A interação entre inteligência emocional e bom senso

A inteligência emocional possui uma certa ligação com o bom senso, ela compreende o entendimento e a gestão das emoções, tendo um papel crucial na expressão do bom senso. Ela aperfeiçoa a percepção das nuances emocionais nas situações complexas e estimula a reflexão antes da ação. A consciência emocional ajuda no discernimento e na responsabilidade na tomada de decisões, assegurando um equilíbrio entre a razão e a sensibilidade.

Fatores que influenciam o bom senso

conceito de bom senso
O bom senso interage com distintos aspectos da vida

Experiências de vida delineiam a compreensão e a perspectiva das pessoas, conferindo um terreno fértil que ajuda a maturidade e a sabedoria.

A educação, nesse aspecto, assim como o aprendizado estimulam o entendimento abrangente e a reflexão crítica, contribuindo com a astúcia e a perspicácia. Além do mais, os valores pessoais e as crenças impactam na tomada de decisões, ao passo que o acesso ao conhecimento e à informação aprimora a cautela e a compreensão do contexto de modo mais amplo.

Por fim, o bom senso é uma habilidade muito necessária para a navegação bem-sucedida nas complexidades da vida, ao passo que a inteligência atua como uma ferramenta poderosa para encarar desafios intelectuais. E há que citar que ambos se tratam de elementos complementares e, se combinados com a inteligência emocional, impulsionam uma pessoa em direção a decisões mais fundamentadas. A busca frequente por equilíbrio entre essas qualidades levaria a uma vida mais gratificante e plena.

Citação

Equipe editorial de Conceito.de. (1 de Março de 2013). Atualizado em 19 de Outubro de 2023. Bom senso - O que é, conceito e definição. Conceito.de. https://conceito.de/bom-senso