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Conceito de inteligência

O termo inteligência vem do latim intelligentĭa, que, por sua vez, deriva de inteligere. Esta é uma palavra que é composta por dois outros termos: intus (“entre”) e legere (“escolher”). Assim sendo, a origem etimológica do conceito de inteligência faz referência a quem sabe escolher: a inteligência permite portanto selecionar/escolher as melhores opções na hora de solucionar uma questão.

As definições de inteligência podem classificar-se em distintos grupos: a inteligência psicológica (a capacidade cognitiva, de aprendizagem e relação), a inteligência biológica (a capacidade de adaptação perante novas situações), a inteligência operativa, entre outras. Em todo o caso, a inteligência abarca a capacidade de entender, assimilar, elaborar informação e usá-la de forma adequada.

A inteligência trata-se de umas das coisas que distingue o ser humano e os animais. Ela é composta por distintas faculdades, tais como a capacidade de raciocinar, a memorização, o compreender, o uso da imaginação, o pensar, o interpretar, entre outras.

Face ao carácter um tanto complexo da inteligência, o conceito pode unicamente ser definido de forma parcial, mediante a enumeração de atributos e processos. Na perspectiva do psicólogo norte-americano Howard Gardner, da Universidade de Harvard, a inteligência é o potencial de cada ser humano, não podendo ser quantificado mas antes unicamente observado e desenvolvido através de determinadas práticas.

Entre os séculos XIX e XX surgiram os chamados testes de inteligência que tinham como objetivo medir a proporção da inteligência de uma pessoa. E foi o psicólogo francês Alfred Binet o responsável por criar o primeiro teste desse tipo para realizar a medição da capacidade intelectual. Na época, esse teste passou a ser aplicado em escolas na França e servia para ajudar na identificação de alunos que tinham dificuldade de aprender.

Tempos mais tarde, o psicólogo alemão William Stern criou o chamado QI – Intelligenz-Quotient (ou “Quociente de Inteligência”, na tradução do alemão) que fazia a introdução de termos como IM (Idade mental) e também IC (Idade Cronológica) a fim de criar uma relação com a capacidade intelectual do indivíduo e a sua idade.

Para além desta postura teórica, a ciência elaborou diversos conceitos e mecanismos para medir a inteligência, geralmente através do quociente intelectual (o chamado QI) dos indivíduos. Este dado é calculado e obtido graças à psicometria, que é o ramo da psicologia que se dedica ao estudo das medições psicológicas.

Por último, cabe destacar que existe o conceito de inteligência artificial, desenvolvido para fazer alusão aos sistemas criados pelos seres humanos. Um sistema de inteligência artificial deve ser capaz de planear, resolver problemas, pensar de maneira abstracta, compreender ideias e linguagens, e aprender.

Há ainda a inteligência espacial que é a capacidade que uma pessoa possui de fazer manipulações com o mundo visual através de imagens em 2D ou em 3D (esse tipo de inteligência é importante para os arquitetos e também para aqueles que atuam com artes gráficas).

Temos também a inteligência motora que diz respeito aquelas pessoas que têm a capacidade de realizar movimentos bastante complexos com o seu corpo, onde essas pessoas possuem uma expressiva noção de espaço, de profundidade e de distância também.