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Conceito de dopamina

A dopamina é um neurotransmissor: substância que, na sinapse nervosa, é responsável pela transmissão dos impulsos. Sinapse, por sua vez, é o nome dado à conexão estabelecida por dois neurônios.

Derivada de um aminoácido chamado dopa (que, por sua vez, vem da tirosina), a dopamina atua nos gânglios basais situados na base do cérebro. Sua fórmula química é C6H3(OH)2-CH2-CH2-NH2, enquanto sua abreviatura é DA.

As funções que a dopamina desempenha no cérebro são numerosas. Cognição, sono, motivação, atenção, humor e atividade motora dependem, em parte, da presença e do funcionamento desse neurotransmissor.

A biossíntese da dopamina ocorre no encéfalo e nas glândulas suprarrenais. Os neurônios que têm a dopamina como neurotransmissor primário são conhecidos como neurônios dopaminérgicos.

Quando ocorre uma biossíntese pobre de dopamina nos neurônios dopaminérgicos, a pessoa pode desenvolver a doença de Parkinson. Este distúrbio causa rigidez muscular, tremores e lentidão no desenvolvimento dos movimentos. Para o tratamento da doença de Parkinson, geralmente é administrado um precursor da dopamina chamado levodopa.

Deve-se notar que um nível muito alto de dopamina no corpo está frequentemente associado a problemas mentais, como esquizofrenia e psicose. Isso ocorre porque drogas como cocaína e anfetaminas aumentam o nível de dopamina e causam sintomas psicóticos. Ao contrário, as fenotiazinas bloqueiam os receptores de dopamina e ajudam a minimizar esses tipos de sintomas.