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Conceito de epistolar

O adjetivo epistolar, do latim “epistulāre”, refere-se ao que está ligado a uma epístola: uma missiva ou carta. Por exemplo: “O intercâmbio epistolar de ambos os escritores durou mais de três décadas”, “Nunca nos conhecemos pessoalmente, tivemos uma relação epistolar”, “O autor espanhol surpreendeu com a apresentação de um romance epistolar”.

No campo da literatura, o gênero epistolar é aquele cujas obras são construídas a partir de uma sucessão de cartas trocadas pelos personagens principais. Essas epístolas permitem a construção do enredo.

Um dos romances epistolares mais famosos é “Drácula”, escrito pelo irlandês Bram Stoker e publicado em 1897. Outro autor reconhecido que optou pelo gênero epistolar foi o alemão Johann Wolfgang von Goethe, criador de “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (1774).

Também foram publicados romances epistolares em nossa língua que alcançaram grande repercussão. Uma delas foi a “Crônica da Casa Assassinada”, uma obra de Lúcio Cardoso publicada em 1959.

Com o avanço da tecnologia e a massificação do uso do correio eletrônico, a correspondência por correio foi se tornando obsoleta. A troca de e-mails ou mensagens através de sistemas de mensagens instantâneas, por outro lado, não para de crescer. Nesse quadro, o gênero epistolar também foi se transformando e, assim, começaram a surgir contos e romances com histórias desenvolvidas através desse tipo de modalidade digital.

Epistolário (o livro que reúne várias cartas), epistológrafo (que se destaca por escrever epístolas) e epistolografia (atividade literária baseada no desenvolvimento das cartas) são outros conceitos relacionados ao termo epistolar.