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Conceito de escolástica

O vocábulo grego “skholastiké” (da escola) chegou ao latim como “scholastĭca” e derivou em nosso idioma como escolástica. O conceito estava ligado à escola: é por isso que o termo escolástica pode agora ser usado para se referir às escolas medievais.

O conceito também faz alusão ao escolasticismo, uma filosofia da Idade Média centrada nas doutrinas desenvolvidas por Aristóteles. O escolasticismo aparece no Cristianismo, Judaísmo e outras religiões.

A escolástica, nesse sentido, é uma corrente filosófica e teológica que teve grande preponderância no pensamento medieval, focando-se na integração da razão e da fé (embora dando preponderância à fé). Esse movimento permitiu a consolidação dos grandes sistemas religiosos minimizando os conflitos com as tradições filosóficas da antiguidade.

É importante mencionar que, para a escolástica, o pensamento deve estar sujeito ao princípio da autoridade. Dessa forma, seus argumentos dependiam das autoridades, afastando-se do método empírico e científico. É por isso que se diz que a escolástica se desenvolveu enquadrada em estruturas rígidas.

Para o cristianismo, a escolástica foi muito importante para avançar na compreensão do mistério revelado pela fé. De acordo com esse ponto de vista, as verdades derivadas da experiência são acessíveis através da razão, enquanto, naquelas reveladas pela fé, a filosofia deve estar subordinada à teologia. A teologia escolástica, neste contexto, parte das verdades reveladas e infere suas conclusões de acordo com o método da corrente escolástica.

Por fim, escolástica é os princípios que permitem definir a posição rígida de uma escola.