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Conceito de escrúpulos

O termo latino “scrupŭlu”, que significa pedrinha, chegou ao português como escrúpulo. Assim se denomina a apreensão ou hesitação que uma pessoa tem sobre se algo é aceitável ou não, de acordo com a moral.

Os escrúpulos, portanto, estão ligados aos parâmetros que orientam o comportamento ou definem os deveres. Quando alguém age sem escrúpulos, o faz sem se preocupar com sua consciência ou sem considerar critérios socialmente considerados bons ou corretos.

Por exemplo: “Os jogadores da casa não tinham escrúpulos e preferiram perder para não enfrentar o candidato na próxima fase”, “Só quem não tem escrúpulos é capaz de abandonar uma criança”, “Tenho escrúpulos e jamais agiria nas costas dos meus colegas ou chefes”.

Quem tem escrúpulos pergunta-se sobre a realização de determinados atos, pois não quer comportar-se de maneira incorreta. É por isso que pode expressar incerteza ao tomar determinadas decisões. Por outro lado, quem não tem escrúpulos não impõe condições internas para alcançar seus interesses.

A ideia de escrúpulo, por outro lado, era usada nos tempos antigos para se referir a diferentes unidades de medida. No âmbito da farmácia, um escrúpulo equivalia a 1198 miligramas ou 24 grãos na Península Ibérica. No Reino Unido, um escrúpulo correspondia a 20 grãos.

Para a astronomia, um grau de círculo é dividido em sessenta escrúpulos. Por outras palavras, os escrúpulos são cada uma das sessenta partes nas quais um grau de círculo pode ser dividido.