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Conceito de esquecimento

O esquecimento é a cessação da memória que se tinha. Trata-se de uma acção involuntária que supõe deixar de conservar na memória alguma informação que tinha sido adquirida.

Por exemplo: “O Rómulo teve um esquecimento imperdoável: não fechou a porta do prédio à chave e entraram ladrões que assaltaram todos os vizinhos que se encontravam no edifício”, “Esqueci-me da morada do lugar para onde ficámos de ir”.

O esquecimento costuma ser o descuido de algo que se devia ter em mente: “Esqueci-me de algo, mas não sei o quê”, “Tenho a sensação de que me estou a esquecer de algum documento”. Conhece-se como aprendizagem interferente a aquisição de uma informação que substitui uma recordação não consolidada na memória. Aquilo que se esquece, na realidade, não desaparece (as pessoas tendem a lembrar-se que se esqueceram de algo), mas passa para o plano inconsciente.

Entre as várias causas que podem incentivar o esquecimento, constam as quedas ou os golpes na cabeça (que podem causar amnésia), a alteração do aparelho psíquico (por uma doença como a esquizofrenia) e os problemas fisiológicos (como um mal desenvolvido do sistema nervoso).

A mente também pode bloquear determinadas recordações que sejam dolorosas para o sujeito. Deste modo, embora possa parecer que a pessoa se esqueceu de algo (como um acidente infantil), na realidade, a única coisa que a psique faz é deixar essa recordação num plano não acessível de modo consciente.

O esquecimento também pode ser a cessação do afecto que se tinha: “Decidiu deixar a sua família no esquecimento e partiu para outro país, em busca de novas oportunidades”.