Conceito.de

Conceito de fantasia

Do latim phantasĭa (que, por sua vez, provém de um vocábulo grego), a fantasia é a faculdade humana que permite reproduzir, através de imagens mentais, coisas passadas ou representar acontecimentos que não pertencem ao âmbito da realidade. Estes eventos podem ser possíveis (por exemplo, fantasiar em viajar até à praia no próximo verão) ou irrealizáveis (caminhar no meio de dinossauros ou conversar com um cão).

A fantasia também pode ser entendida como o grau superior da imaginação ou do pensamento espiritual. Estes pensamentos podem ser retratados em obras artísticas, como contos, romances ou filmes.

Na literatura, o género fantástico é aquele que apresenta elementos imaginários e sobrenaturais no seu argumento. Trata-se de um género que viola as regras da realidade, com animais que falam, monstros, pessoais imortais e seres que viajam no tempo.

A ficção científica, igualmente chamada de literatura de antecipação, é um género que surge pela combinação da fantasia (aquilo que não existe verdadeiramente) e da ciência. Prevê situações que nunca aconteceram (irreais, portanto), mas que poderiam ter lugar graças ao avanço do conhecimento científico.

O conceito de fantasia pode ser associado ao de jogo sexual. Uma fantasia sexual é aquilo que uma pessoa gostaria de concretizar na hora de ter relações.

Fantasia é também um tipo de vestimenta qual as pessoas usam para representar um traje típico de uma época, local ou cultura, bem como para representar um personagem, por exemplo: “naquele dia da festa todos vieram com fantasia, o Paulo veio fantasiado de Homem-Aranha, a Maria veio de Mulher Maravilha, o Ricardo de Batman e a Francisca veio com fantasia de Scully da série Arquivo X”.

Nesse sentido, uma fantasia não é apenas uma vestimenta referente a algum personagem popular ou que diz respeito a algum tipo de cultura, por exemplo, mas pode ser qualquer tipo de roupa que seja referente a algo ou alguém: uma pessoa pode ter uma fantasia de sanduíche ou de hidrante ou uma fantasia de policial ou bombeiro.

Em festas infantis é comum o uso de fantasias tanto pelas crianças quanto também por pessoas que costumam ser contratadas para animar essas festas: a exemplo disso tem-se os palhaços ou os mágicos.

No carnaval, é muito comum o uso de fantasia dos mais variados tipos: há quem se fantasie de algum personagem famoso da televisão, outros que preferem se vestir de algum tipo de político que goste ou não, sendo, nesse caso, uma forma de protesto, etc.

No Brasil, foi por volta de 1870 que as pessoas que festejavam o carnaval começaram a se fantasiar, mas essas fantasias usadas na época eram fantasias mais simples, com adornos e adaptações mais modestas, pois antes o uso de fantasias (até mais elaboradas que essas) ficava por conta apenas das chamadas escoladas de samba no país.

Fantasia, por fim, é o nome de um filme de animação realizado por James Algar e Samuel Armstrong, cuja estreia teve lugar em 1940. O filme transcendeu graças à sua música, interpretada pela Orquestra da Filadélfia com a direcção de Leopold Stokowski.