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Conceito de frívolo

Frívolo é aquilo que é insubstancial ou que é levado com ligeireza. Este adjetivo, que provém do latim frivŏlus, permite qualificar espetáculos, publicações, textos e canções, onde predomina o sensual e a forma em vez do conteúdo. Também são consideradas frívolas as pessoas que adoptam comportamentos triviais e superficiais.

A frivolidade tende a ser associada à estupidez ou a uma forma de inconsciência. A pessoa que é frívola não se compromete com a realidade e limita-se a ficar-se pelo banal. Porém, a frivolidade é uma parte inerente e, para muitos, necessária para a conduta humana.

Há quem sustenta que é necessário reservar tempo e espaço para a frivolidade e o descompromisso. Nestes casos, o frívolo é associado à diversão e à brincadeira, e constitui uma espécie de distração face aos problemas do dia-a-dia. Obviamente, o excesso de frivolidade implica uma desatenção da realidade e representa um problema, seja pessoal (não fazer caso daquilo que nos envolve) ou social (falta de solidariedade para com os problemas dos outros).

Os relacionamentos frívolos são aqueles onde o casal não possui um compromisso, em muitas das vezes um dos parceiros tem dedicação, contudo o outro não leva o relacionamento a sério, o tornando confuso e também muito doloroso para o outro.

Um relacionamento frívolo tem como característica também o não desenvolvimento, onde dois estão juntos apenas por estar. Geralmente um dos parceiros sente medo de, por exemplo, convidar o outro para sair ou mesmo para passar férias com a sua família.

Também, em relacionamentos frívolos não há nenhuma responsabilidade de um com o outro ou não se entende até onde essa responsabilidade vai, logo, questionamentos simples como “será que trocar mensagens até tarde com uma moça ou um rapaz que conheci num aplicativo de namoro é traição?” são difíceis de serem respondidos.

Na mitologia grega, Narciso era conhecido por ser um homem frívolo e de uma enorme beleza, conhecido também pelo seu orgulho. Havia uma moça chamada Eco que era apaixonada por ele, contudo ele não correspondia a esse sentimento, uma vez que ele se achava tão belo quanto um deus, ele então rejeita a afeição de Eco.

Eco se desespera e definha, ficando apenas um sussurro melancólico. Então a deusa Nêmesis trata de dar uma lição em Narciso o fazendo se apaixonar por seu reflexo na água, o qual se deita num banco próximo a um rio e passa a admirar-se na água até definhar. Quando as ninfas vão buscar seu corpo para colocar na pira, ele havia se transformado numa flor, daí vem o nome “narciso”.

A frivolidade também é vista como uma forma cultural. Os produtos e os serviços de luxo, por exemplo, costumam ter um valor extra, uma vez que a pessoa que os adquire deseja exibi-los numa atitude frívola. Quem compra um relógio de ouro não se contenta só com a compra em si, deseja exibi-lo e que todos saibam da sua aquisição.

A frivolidade é por, conseguinte, também um modo de vida incentivado por interesses comerciais e, por vezes, políticos (é preferível a sociedade ficar-se pelo superficial e não se comprometer com grandes mudanças).