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Conceito de psicogenética

Conhece-se como psicogenética a disciplina que se dedica ao estudo do desenvolvimento das funções da mente, sempre que existam elementos que permitem suspeitar que esta evolução servirá para explicar ou oferecer informação complementar relativamente aos mecanismos dessas atuações no seu estado acabado. Nesse sentido, a psicogenética contempla os procedimentos e os avanços da psicologia infantil como meio para encontrar respostas que resolvam os problemas psicológicos gerais.

A teoria psicogenética surgiu por impulso do psicólogo experimental, filósofo e biólogo suíço Jean Piaget. Ao contrário de Sigmund Freud, Piaget defende que a afetividade é um subproduto do cognitivo. Para a teoria piagetiana, o desenvolvimento intelectual atravessa quatro etapas: o período sensoriomotor (que começa no momento de nascer e que se prolonga por dois anos); o período pré-operacional (dos 2 aos 6 anos); o período operacional concreto (entre os 6 e os 12 anos) e, por fim, o período operacional formal (dos 12 aos 16 anos).

Este psicólogo suíço distinguiu diferentes momentos que promovem a aparição de estruturas sucessivamente construídas ao longo da evolução intelectual. Posto isto, mencionaremos o período dos reflexos ou das montagens hereditárias (em que se manifestam as primeiras tendências intuitivas e surgem as primeiras emoções); o estádio dos primeiros hábitos motores e das percepções organizadas primárias; o estádio da inteligência sensório-motriz ou prática (quando se começam a desenvolver ações afetivas elementares e surgem as primeiras fixações externas da afetividade); a etapa da inteligência intuitiva, dos sentimentos interindividuais espontâneos e das relações de submissão ao adulto; o período das operações intelectuais concretas e dos sentimentos morais e sociais de cooperação; e o ciclo das operações mentais abstratas, do estabelecimento da personalidade e da inserção afetiva e intelectual no universo próprio dos adultos.

Como a psicogenética trata-se de uma teoria relacionada ao conhecimento, a aprendizagem, ela insere-se no campo da psicologia. E, sendo assim, ela possui teorias que tanto contribuem para a psicologia quanto também para a educação. No tocante a contribuição dela para a educação, isso veio logo após a constituição da psicologia como ciência.

Essas teorias psicogenéticas, quais foram representadas por teóricos como Jean Piaget e também por Luria, Leontiev, Vygotsky e, ainda, Wallon explicam a gênese do comportamento humano numa perspectiva interacionista, ou seja, eles entendem que o sujeito interage com o objeto no intuito de se construir ou reconstruir estruturas de cognição.

Por isso essas teorias são muito presentes na educação e, nesse cenário, elas contribuem para que o sujeito seja visualizado em sua totalidade e para que ele seja compreendido nesse processo de interação dele com o objeto, onde, no âmbito escolar, é papel da escola e seus responsáveis ajudar no desenvolvimento dessas capacidades de pensar e analisar de cada estudante.

Piaget propôs-se a avançar com o aprofundamento da examinação do desenvolvimento do conhecimento de raiz biológica, partindo da sua ligação com o desenvolvimento do ser humano desde a sua origem. Esta epistemologia de perfil genético foi analisada através de entrevistas de carácter aberto.

Pela sua postura de combinação sobre a aprendizagem e o seu alcance na educação, a psicogénese constituiu-se como uma das teorias do construtivismo.

Assim, podemos concluir que o principal objeto de estudo da psicogenética é o conhecimento do ser humano, bem como as suas leis e, ainda, o modo de pensar no tocante a infância. Piaget se empenhou a demonstrar como a criança possui uma maneira de pensar particular, provida de suas próprias leis e esquemas.

Devido as suas pesquisas nesse campo, Piaget gerou notável influencia no que diz respeito a aprendizagem escolar. Em suma, para o filósofo e psicólogo, a gênese do conhecimento encontra-se no sujeito, em outras palavras, constrói-se o pensamento lógico por meio da interação homem-objeto.