Conceito de pulsão


Nov 09, 13

Na psicanálise, a pulsão é a energia psíquica profunda que direcciona a acção até um fim, descarregando-se ao consegui-lo. O conceito refere-se a algo dinâmico que é influenciado pela experiência do sujeito. Isto diferencia a pulsão do instinto, que é congénito (herdado pela genética).

O instinto caracteriza os animais não racionais, com objectos inamovíveis (fixos) para sua satisfação. A pulsão, por sua vez, não tem qualquer objecto pré-determinado. As pulsões, por conseguinte, estão relacionadas com as forças que derivam das tensões somáticas do ser humano, com diferentes fontes e formas de manifestação.

A noção de pulsão foi desenvolvida pelo Austríaco Sigmund Freud em finais do século XIX quando começou a reflectir sobre as condutas (os comportamentos) humanas que excedem o instintivo e que podem chegar a contradizê-lo.

Posto isto, Freud estabeleceu que a pulsão era a tensão corporal que tende para diversos objectos e que se descarrega ao aceder aos mesmos, ainda que momentaneamente, uma vez que a pulsão nunca é completamente satisfeita.

O pai da psicanálise distinguiu vários momentos da pulsão, como a fonte (a origem que radica no somático), o esforço ou drang (a tensão que se traduz na pulsão), a meta (em estado passivo ou activo) e o objecto (que diminui temporariamente a tensão).

Para alguns psicanalistas, as pulsões ocorrem na sequência da falta original de um objecto instintivo. Essa carência leva a que o desejo se traduza em pulsões, as quais se dirigem a metas momentâneas. Uma vez alcançado esse momento, a pulsão reinicia o processo.