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Conceito de relato histórico

Relato é um termo com vários usos. Pode-se tratar de contar algo a alguém. Histórico, por sua vez, é aquilo que está relacionado com a história (os eventos/acontecimentos passados).

A ideia de relato histórico é usada para denominar um compêndio de acontecimentos que ocorreram no passado. Trata-se de uma narração cronológica que resume acontecimentos relevantes que tiveram lugar há um determinado tempo.

Um relato histórico tem a função de narrar acontecimento reais que fazem ou fizeram parte da história de um povo.

Os relatos históricos costumam adquirir a forma de um texto expositivo. Aqueles que desenvolvem um relato deste tipo devem contar com os conhecimentos suficientes para expor os acontecimentos narrados e explica-los a partir de uma ordem lógica, onde cada evento se pode desprender do anterior.

Um relato histórico ainda conta com marcadores de tempo na narração. No qual fatos acontecem de forma sucessiva, tendo como fundamento uma sequência de tempo.

Ainda falando sobre tempo, o tempo verbal utilizado nesse tipo de relato é o passado, uma vez que os fatos aconteceram antes do relato desenvolvido pelo autor.

Por exemplo: “em 12 de outubro de 1492, depois de passar trinta e três dias em alto mar, Colombo atracou no que hoje seria o Caribe”.

Em suma, um relato histórico geralmente é baseado num documento. Ou seja, não se trata de um relato sem fundamentos. E ele fornece um grande valor de testemunho, segundo relatam historiadores.

Seguir uma cronologia também é importante. O relato histórico perderá valor se estiver a narrar um acontecimento de 1940, logo se passa a explicar um evento de 1812 e, finalmente, são lembrados acontecimentos ocorridos em 2001.

Uma característica importante para a composição de um relato histórico é a do seu autor: ele precisa ser fiel a realidade dos fatos. Além do que, as fontes utilizadas por ele precisam ser totalmente confiáveis, evitando que ele apresente um relato que não seja verídico. E, também, os fatos por ele relatados não devem conter opiniões pessoais. Desse modo o relato torna-se, além de verídico, objetivo também.

É importante conhecer que, na hora de levar a cabo a criação de um documento que exerça/sirva como relato histórico, para além de ser um perito na matéria e de estar qualificado e capacitado para lhe dar forma, há que fazer o mesmo com partes claramente distintas, sendo elas a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

Posto, não há que ignorar a necessidade de redigir de forma clara e direta e fazendo uso fundamentalmente de formas verbais no passado. Obviamente, é fundamental e imprescindível que quem se responsabiliza a realizar este tipo de relato não se esqueça de dar especial atenção e fazer finca-pé em deixar claros aspectos com as datas, os lugares, as personagens que são protagonistas dos acontecimentos narrados, as causas dos mesmos, a evolução dos mesmos e, como é evidente, as consequências dos mesmos.

Outra característica diz respeito ao próprio relato histórico, e se trata do uso da linguagem formal.

Nesse tipo de relato faz-se uso da linguagem formal, do mesmo modo quem em obras literárias, cientificas e em jornais, por exemplo. Ou seja, esse tipo de texto deve ser desenvolvido sem o uso de gírias ou de linguagem coloquial, mas respeitando as normas gramaticais.

Outras características desses relatos históricos são as seguintes:
-Estarem escritas em prosa, que deverá seguir, tal e como mencionámos anteriormente, uma ordem linear e cronológica.
-Aquilo que o narrador faz é assumir um papel de tipo expositivo.

-O objetivo que têm estes documentos não é outro que conseguir ensinar àqueles que os leem não só os acontecimentos como também a importância que possuem os mesmos.

-Podem incluir desde anedotas a declarações de personagens protagonistas dos acontecimentos contados.
-No caso de se achar oportuno, também se pode fazer a análise realizada sobre os eventos versados.
Vejamos um exemplo fictício de um relato histórico:

“Os primeiros moradores chegaram a esta ilha em 1562. Tratava-se de exploradores nórdicos que se instalaram no território insular ao repararem que se encontrava desabitada. Durante os séculos XVI e XVII, a população da ilha multiplicou-se uma vez que depois foram para lá turistas chegados do norte da Europa. A economia da ilha, tradicionalmente orientada para a pesca, potencializou-se a partir de 1925, quando se descobriu o petróleo. No século XXI, a ilha está entre os territórios mais ricos da região, com uma população estável que desfruta de uma grande qualidade de vida”.

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