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Conceito de tomo

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O conceito de tomo é geralmente usado relativamente à segmentação de uma obra escrita. Um escritor pode tomar a decisão de dividir um livro em várias partes: cada uma destas partes recebe o nome de tomo.

tomo
Um tomo é geralmente entendido como a parte do volume de uma obra

Exemplos: “No próximo ano, estará à venda o terceiro tomo desta saga”, “A minha mãe ofereceu-me o 4º tomo da Enciclopédia Universal do Conhecimento”, “O Marco já leu os seis tomos desta obra”.

Por norma, a ideia de tomo está relacionada com uma intenção por parte do escritor na hora de segmentar o seu trabalho. Em muitos casos, todavia, esse desejo do autor coincide com a vontade do seu editor. Deste modo, as divisões físicas da obra coincidem com os eixos temáticos decididos pelo criador.

As obras mais amplas, como as enciclopédias, são aquelas que são segmentadas em vários tomos. Isto deve-se ao facto de ser pouco prático e, às vezes, chega até a ser impossível, no que diz respeito à encadernação, incluir tanta informação numa mesma obra impressa. A divisão da obra em tomos, por outro lado, facilita a comercialização: pode-se comprar um tomo por mês de uma mesma obra até completar a coleção, só para citar uma possibilidade.

Tomo, por último, é uma conjugação do verbo tomar (que se pode entender como beber ou agarrar): “Agradeço-te pelo convite, mas não tomo vinho”, “O que vais querer? Tomo o mesmo que tu.”. Ele é usado no presente do indicativo, com outras conjugações que variam, por exemplo: tomo-o todos os dias para melhorar meu resfriado (nesse caso, a conjugação encontra-se no no presente do indicativo, mas com a presença do pronome oblíquo átono “o”.

Tomo e volume

conceito de tomo
Muitos confundem tomo com volume, mas se tratam de conceitos distintos

Existe uma certa confusão quanto aos termos tomo e volume, onde muitos acreditam serem esses sinônimos.

Na Antiguidade, os filósofos da Grécia tinham diante de si uma questão preocupante: havia obras que eram muito grandes para estarem completas num único manuscrito. Os filósofos daquela época tinham esse tipo de problema com os papiros. Desse modo, eles teriam que providenciar alguma solução para isso. E o que se fez foi escrever as obras e vários rolos.

Do verbi em latim “volvere” (que possui o significado de “dar voltas”) se originou “volvumen”, do latim vulgar, posteriormente virando “volumen”. Esse volumen se tratava de um rolo de um manuscrito. E quando as obras foram escritas em muitos rolos elas se tornaram obras com volumes.

Tempos mais tarde, as obras passaram a ser apresentadas em folhas que eram coladas umas nas outras. E posteriormente elas seriam ainda amarradas ou grampeadas. Dava-se início ali ao que seria algo similar aos livros hoje.

Mesmo assim, muitas obras não tinham como suficiente um livro, sendo então subdivididas. E a essas subdivisões se dava o nome de “tomé”, um termo em grego antigo que se converteria no termo latino “tomus”. Logo, se tinham os tomos.

Uma curiosidade é que no ano de 1768 a obra Systema Naturae, de Lineu, que possuía 2400 páginas, fora também dividida em três tomos. E apenas o primeiro tomo dessa obra continha mais do que mil páginas, tendo que ser elaborado um segundo e um terceiro tomo.

Esclarecendo tomo e volume

Até um certo momento, tomo e volume eram vistos e entendidos como sendo conceitos distintos. Mas a confusão de instalara entre as editoras. Enquanto algumas usavam o termo “tomus”, outras optavam por “volumen”, como se esses fossem sinônimos.

Contudo, como explicado, muitas obras eram divididas em volumes e, quando necessário, esses volumes eram ainda divididos em tomos.

Enquanto isso, os periódicos faziam a união de publicações de um período e ali se tinha um volume. E para cada uma das edições se dava um número, segundo a ordem de sua publicação. É devido a isso que é comum, quando se faz uma referência, incluir o volume e o número de uma publicação.

Citação

Equipe editorial de Conceito.de. (27 de Outubro de 2016). Conceito de tomo. Conceito.de. https://conceito.de/tomo