Conceito de pensamento complexo


Set 07, 13

A noção de pensamento complexo foi assim denominada pelo filósofo francês Edgar Morin e refere-se à capacidade de interligar diferentes dimensões do real. Perante a emergência de acontecimentos ou de objectos multidimensionais, interactivos e com componentes aleatórios, a pessoa vê-se obrigada a desenvolver uma estratégia de pensamento que não seja redutora nem totalizante, mas reflexiva. Morin chamou essa capacidade de pensamento complexo.

Este conceito opõe-se à divisão disciplinar e promove uma abordagem transdisciplinar e holística, mas sem abandonar a noção das partes constituintes do todo. A sistémica, a cibernética e as teorias da informação sustentam o pensamento complexo.

Pode-se dizer que o pensamento complexo baseia-se em três princípios fundamentais: a dialogia (a coerência do sistema aparece com o paradoxo), a recursividade (a capacidade da retroacção de modificar o sistema) e a hologramia (tomar a parte pelo todo e o todo pela parte).

O pensamento complexo, por conseguinte, é uma estratégia ou uma forma do pensamento que tem uma intenção globalizadora ou abarcante dos fenómenos mas que, ao mesmo tempo, reconhece a especificidade das partes. A solução passa pela rearticulação dos conhecimentos através da aplicação dos princípios mencionados.

Tudo o que está relacionado com o pensamento complexo está relacionado com a epistemologia (a doutrina dos métodos do conhecimento científico). O objecto de estudo da epistemologia ou da teoria do conhecimento é a produção e a validação do conhecimento científico através da análise de diferentes critérios.