Conceito.de

Conceito de auto-estima

A auto-estima é a valorização, geralmente positiva, que temos de nós mesmos. Para a psicologia, trata-se da opinião emocional favorável que as pessoas têm delas próprias e que excede a própria racionalização e a lógica.

Por outras palavras, a auto-estima é um sentimento valorativo do conjunto das nossas características corporais (físicas), mentais e espirituais que formam a personalidade. Esse sentimento pode mudar/evoluir com o tempo: a partir dos cinco ou dos seis anos de idade, a criança começa a ter uma noção de como é vista pelos outros.

Preservar uma boa auto-estima é imprescindível em qualquer psicoterapia, uma vez que tende a constituir-se como um sintoma recorrente em distintos problemas de conduta/comportamento. Por isso, há psicólogos que definem a auto-estima como sendo a função do organismo que permite a autoproteção e o desenvolvimento pessoal, uma vez que a falta de auto-estima afeta a saúde, as relações sociais e a produtividade.

O conceito de auto-estima é bastante importante no campo da psicopedagogia. Esta disciplina considera a auto-estima como sendo a causa das atitudes construtivas nos indivíduos, e não a consequência das mesmas. Posto isto, um aluno que tenha uma boa auto-estima tem grandes hipóteses de ter boas notas e de ser bem-sucedido na sua vida académica.

O bullying e a autoestima possuem uma relação, já que pessoas que sofrem bullying podem desenvolver uma autoestima baixa, podendo, num caso mais grave, terem ansiedade e até depressão.

Atualmente, os adolescentes tem sofrido bastante com problemas de autoestima, especialmente relacionados a aparência física ou com intimidações sofridas. Com isso, muitos deles tem dificuldades em manter relações com outros adolescentes e até mesmo com os adultos.

Crianças, adolescentes e jovens com baixa autoestima possuem uma tendência para o desenvolvimento da depressão. Eles não se aceitam como são e creem que as outras pessoas também não aceitarão.

Outros problemas que podem afetar esse público são: baixo desempenho escolar por desinteresse ou dificuldade de aprendizado, causados pela crença de que não são capazes, transtornos alimentos, dificuldade de expressarem seu sentimento (por sentirem que seus sentimentos não são importantes para os outros), etc.

É uma preocupação e responsabilidade tanto dos pais quanto dos professores estarem atentos a quaisquer tipos de comportamentos estranhos ou mesmo mudança de comportamento das crianças e adolescentes. Inclusive, a baixa autoestima de uma criança ou adolescente pode ser decorrente de abuso ou de maus-tratos (feitos por pessoas que sejam ou não do seu convívio).

A auto-estima também é um valor analisado pela auto-ajuda (ou entreajuda), havendo milhares de livros que ensinam como protegê-la e incentivá-la. No entanto, há sectores da psicologia que acreditam que a auto-ajuda pode ser prejudicial para o indivíduo, uma vez que promove um perfil narcisista, acabando por afectar as relações sociais.

Tudo na vida precisa de equilíbrio e a auto-estima (no Brasil “autoestima”) está inclusa nisso:

– Se uma pessoa tem a autoestima baixa, então ela tende a ter pensamentos negativos de si mesma, a não acreditar no seu potencial e habilidades, pensar que é inferior as outras pessoas;

– Já se uma pessoa tem a autoestima muito elevada, então ela pode acabar por desenvolver comportamentos narcisistas, acreditando ser superior e melhor do que todos.