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Conceito de bestiário

Com origem na palavra latina “bestiarius”, bestiário é um conceito que é usado com referência às coleções de textos e ilustrações de animais, sejam reais ou fantásticos, que foram feitas na Idade Média.

Os bestiários medievais reuniam, portanto, informações sobre diferentes bestas. Eles geralmente se concentravam na descrição dessas criaturas, incluindo lições sobre moral. As características dos animais mencionados eram muitas vezes baseadas em motivos religiosos: é por isso que eles eram mais simbólicos do que científicos.

Havia bestiários reais, sobre animais que eram considerados positivos (como águias e leões) ou negativos (porcos, cobras) e bestiários fantásticos, que eram orientados para bestas mitológicas como centauros ou dragões.

O primeiro bestiário de que há registro é o Physiologus, por um autor anônimo. Este bestiário teria sido escrito entre o século II e o IV em Alexandria. A partir do século XII, essas obras começaram a se popularizar em países como a França e a Inglaterra.

Um dos bestiários mais conhecidos é o Bestiário de Aberdeen, de origem inglesa. É uma compilação de outros bestiários integrados nos capítulos de Gênesis e com numerosas ilustrações.

Outro uso da noção de bestiário está associado a gladiadores que, no circo romano, enfrentavam animais ferozes. Esses bestiários poderiam ser prisioneiros de guerra, jovens especializados no manejo de armas ou profissionais dedicados a participar desses espetáculos em troca de dinheiro.

“Bestiário”, finalmente, é o título de várias obras artísticas, entre elas um famoso livro de contos do argentino Julio Cortázar.