Conceito de equânime


Set 30, 12

Do latim aequanĭmis, equânime é um adjectivo que permite fazer menção àquilo que tem equanimidade. Este termo, por sua vez, refere-se à imparcialidade de ânimo perante a adversidade, à igualdade e à constância.

Ora, equânime está relacionado com o que é justo, imparcial e neutro (isto é, sem tomar partido). A justiça é o que se deve fazer de acordo com a equidade, a razão e o direito. As questões equânimes e justas surgem de um consenso social que determina aquilo que é bom/correcto e aquilo que é mau/errado, e são codificadas a partir de normativas escritas aplicadas pelos juízes.

O direito, por outro lado, constitui a ordem normativa que permite regular a conduta dos seres humanos na sociedade e que tem por base o que está em conformidade com as regras. O direito apela à equanimidade e à justiça para resolver os conflitos sociais.

No que diz respeito aos julgamentos, é considerada sentença equânime aquela que castiga os culpados para reparar os danos que causaram às vítimas e que absolve os inocentes. Este tipo de sentenças permitem afirmar que “foi feita justiça” no caso (isto é, a justiça foi aplicada por meio da lei).

Um jornalista equânime, por exemplo, é um comunicador que, na hora de redigir um artigo ou produzir um relatório, consulta diversas fontes e expõe no seu trabalho as diferentes opiniões. Assim sendo, a equanimidade é garantida pelo facto de incluir pontos de vista divergentes, já que não se centra na informação numa única versão dos factos em questão.